Economia

Brasil está preparado para instabilidades da economia global, garante Levy

Ministro disse que país tem vantagens internas para evitar turbulência causada pela economia da China

Ministro disse que país tem vantagens internas para evitar turbulência causada pela economia da China
Ministro disse que país tem vantagens internas para evitar turbulência causada pela economia da China Foto : Antonio Cruz / Agência Brasil / CP
A turbulência nos mercados financeiros globais provocada pela economia chinesa não deve ser confundida com um problema permanente da economia brasileira, enfatizou nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ele concedeu entrevista na Embaixada Brasileira em Washington e acrescentou que o Brasil sabe que pode haver essa volatilidade e está preparado para enfrentar instabilidades externas.  “Estamos ajustando a economia para uma nova realidade”, definiu.

Na entrevista, o ministro reiterou que o país tem vantagens naturais que permitem suportar momentos desfavoráveis: “O Brasil é uma economia bastante diversificada, tem independência energética e inúmeras coisas a favor dela. É uma economia que também consegue se dar bem, mesmo num cenário global mais adverso”, declarou. “É o momento de continuar trabalhando para ter um Brasil preparado e firme para superar isso e voltar a crescer. Acho que não vai haver depressão nos mercados globais”.

Sobre a reforma administrativa para reduzir o número de ministérios de 39 para 29, anunciada nesta segunda-feira, em Brasília, pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, Levy disse que a medida é estrutural, tornará o governo mais eficiente e ajudará no ajuste fiscal. “Acho que é um começo, uma indicação superimportante de que a gente tem um trabalho de melhoria de funcionamento da maquina do governo”, ressaltou. Sem dar estimativas, ele disse que a economia será significativa e de efeito imediato.

Levy esclareceu que a viagem aos Estados Unidos teve motivos pessoais e informou que continua trabalhando na elaboração do projeto de lei do Orçamento Geral da União de 2016, que será enviado ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira. “A presidente Dilma teve a gentileza de me permitir vir até aqui passar dois dias com minha família. Minhas filhas moram aqui, e tem uma que vai passar um ano na China. Vim me despedir dela, dar um pouquinho de carinho. A gente também é pai”, explicou.

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