O Brasil registrou a perda de 1.542.371 postos de trabalho em 2015, representando queda de 3,74% em relação ao estoque (número total de empregos formais) do ano anterior. Os setores que mais registraram queda foram a indústria de transformação e a construção civil – 608.878 e 416.959 postos de trabalho, respectivamente.
O único setor que apresentou abertura de vagas em 2015 foi a agricultura, com um saldo positivo de 9.821. Em dezembro, contudo, o setor teve saldo negativo de 58.853 postos.
De acordo com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, o resultado é o pior já registrado desde 1992. "2015 foi um ano difícil. Os números não são bons", disse. "Mas as conquistas dos últimos anos estão preservadas pois o estoque de empregos continua alto", completou.
O saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do ano foi resultado de 17,707 milhões de admissões e 19,249 demissões, conforme divulgação feita pelo ministério nesta quinta. O dado do ano passado mostra deterioração na situação do emprego, se comparado com o ano anterior. Em 2014, foram geradas 420,7 mil vagas formais, pela série com ajuste, que inclui dados entregues com atraso pelas empresas.
Dezembro
No mês de dezembro de 2015, o Brasil fechou 596,2 mil vagas formais de emprego, segundo o Ministério do Trabalho e Previdência Social, o pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1992. Os dados do Caged são fruto de 917 mil admissões e 1,513 milhão de demissões. O resultado foi inferior ao registrado em dezembro de 2014, quando o dado ficou negativo em 555,5 mil vagas pela série sem ajuste, que não considera dados enviados com atraso pelas empresas.
Brasil fecha 1,5 milhão de vagas com carteira assinada em 2015
Setores que mais registraram queda foram a indústria de transformação e a construção civil