Economia

Brasil integra lista de países que fizeram pouco para combater suborno

Banco Mundial calcula que o custo da corrupção atinge 1 bilhão de dólares por ano

A maior parte dos países que assinaram a Convenção Anti-suborno da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) fez pouco ou nada para combater os subornos de pessoas e empresas estrangeiras, denunciou esta terça-feira a ONG Transparência Internacional (TI). No grupo dos maus alunos estão 21 países, entre eles Austrália, Áustria, Brasil, Bulgária, Canadá, Estônia, Grécia, Luxemburgo, México, África do Sul e Turquia.

O estudo engloba 33 dos 34 países membros da OCDE – à exceção da Islândia – e os outros quatro que não pertencem a essa instituição que assinaram a convenção: Argentina, Brasil, Bulgária e África do Sul. Dos 37 países que firmaram a Convenção, apenas Dinamarca, Alemanha, Itália, Noruega, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos combateram ativamente os subornos como meio de obter contratos das administrações públicas, assegurou a presidente da TI, Huguette Labelle, em entrevista coletiva.

"É a primeira vez nos sete anos que a TI vem realizando os relatórios sobre a Convenção Anti-subornos da OCDE que não foram registrados progressos", lamentou Labelle na apresentação do Informe sobre o Avanço do Cumprimento da Convenção Anti-subornos na sede da instituição em Paris, que este ano comemora 50 anos.

Entre aqueles que cumpriram "moderadamente" os preceitos desta convenção que tenta evitar a corrupção, que encarece em até 25% o custo das compras das administrações públicas, estão Argentina, Bélgica, Finlândia, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Espanha e Suécia.

O Banco Mundial calcula que o custo da corrupção atinge 1 bilhão de dólares por ano, e que os subornos recebidos pelos funcionários públicos dos países em desenvolvimento e emergentes por parte de empresas estrangeiras atinge entre 20 e 40 bilhões de dólares por ano. "A enorme escala de subornos deixa em evidência por que é necessária a ação governamental para reforçar o cumprimento" desta convenção, indicou a organização.

Segundo a própria revisão da OCDE do cumprimento de sua convenção, apenas cinco países puniram indivíduos ou empresas no ano passado, lembra a TI.

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