O estudo engloba 33 dos 34 países membros da OCDE – à exceção da Islândia – e os outros quatro que não pertencem a essa instituição que assinaram a convenção: Argentina, Brasil, Bulgária e África do Sul. Dos 37 países que firmaram a Convenção, apenas Dinamarca, Alemanha, Itália, Noruega, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos combateram ativamente os subornos como meio de obter contratos das administrações públicas, assegurou a presidente da TI, Huguette Labelle, em entrevista coletiva.
"É a primeira vez nos sete anos que a TI vem realizando os relatórios sobre a Convenção Anti-subornos da OCDE que não foram registrados progressos", lamentou Labelle na apresentação do Informe sobre o Avanço do Cumprimento da Convenção Anti-subornos na sede da instituição em Paris, que este ano comemora 50 anos.
Entre aqueles que cumpriram "moderadamente" os preceitos desta convenção que tenta evitar a corrupção, que encarece em até 25% o custo das compras das administrações públicas, estão Argentina, Bélgica, Finlândia, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Espanha e Suécia.
O Banco Mundial calcula que o custo da corrupção atinge 1 bilhão de dólares por ano, e que os subornos recebidos pelos funcionários públicos dos países em desenvolvimento e emergentes por parte de empresas estrangeiras atinge entre 20 e 40 bilhões de dólares por ano. "A enorme escala de subornos deixa em evidência por que é necessária a ação governamental para reforçar o cumprimento" desta convenção, indicou a organização.
Segundo a própria revisão da OCDE do cumprimento de sua convenção, apenas cinco países puniram indivíduos ou empresas no ano passado, lembra a TI.