Economia

Brasil libera 80% dos veículos argentinos que estavam presos em Uruguaiana

Porto de Rio Grande tem 90% da capacidade ocupada por veículos do país vizinho

Foi autorizada, no início da noite desta sexta-feira, a liberação de centenas de veículos argentinos que estavam retidos na aduana do Porto Seco de Uruguaiana, totalizando 80% da capacidade do local. Pelo menos 200 deles, todos utilitários Toyota, estavam em caminhões-cegonha parados há mais de 15 dias. Os problemas devem prosseguir nos próximos dois meses, até que vigore um acordo comercial entre os governos da Argentina e do Brasil, selado na última sexta, para interromper as retaliações comerciais entre os dois países.

O conflito começou no mês passado, quando o governo brasileiro decidiu frear as importações de automóveis e autopeças argentinos. A medida procurou responder às tarifas impostas pela Argentina a produtos, como implementos agrícolas, calçados e alimentos. Além disso, produtores brasileiros enfrentam demora para obter licenças de ingresso de mercadorias nacionais no país vizinho.

Apoiada por setores exportadores do País, a iniciativa é criticada por entidades de concessionárias de veículos que garantem enfrentar prejuízos. Alguns modelos já estão em falta nas empresas gaúchas. A estimativa, segundo o Sindicato Intermunicipal das Concessionárias e Distribuidores de Veículos do Rio Grande do Sul (Sincodiv), é de que 20% do mercado brasileiro seja hoje abastecido pela Argentina.

No Porto de Rio Grande, cerca de 7 mil veículos ainda estão parados, enquando não não são liberados documentos necessários para efetivar a exportação. Com a retenção, mais de 90% da capacidade dos pátios do terminal está ocupada. Um próximo navio carregado, no entanto, só deve chegar ao local em 10 dias.

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