Economia

Brasil não é uma ilha imune à crise, diz Dilma

Presidente afirma, contudo, que País pode se blindar cada vez mais contra as tensões na economia mundial

Presidente discursou em cerimônia no Palácio do Planalto de anúncio de novas universidades e institutos federais
Presidente discursou em cerimônia no Palácio do Planalto de anúncio de novas universidades e institutos federais Foto : Roberto Stuckert Filho / PR / CP
O Brasil não é uma "ilha" imune à crise, mas pode se blindar diante dos desdobramentos das tensões mundiais, disse nesta terça a presidente Dilma Rousseff em cerimônia no Palácio do Planalto de anúncio de novas universidades e institutos federais. "Apesar de não sermos imunes à crise, podemos cada vez mais nos blindar e fazer com que esse processo de crescimento signifique processo de elevação da atividade econômica, oportunidades, empregos", discursou a presidente.

Dilma afirmou ainda que, apesar das turbulências internacionais, o Brasil está numa situação "muito mais robusta" do que em 2008, ano em que estourou a crise financeira. Ela destacou que o País possui mais reservas internacionais, mais depósitos compulsórios e conta com programas como o Minha Casa, Minha Vida e a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

"Vamos enfrentar a crise da forma mais eficaz para que nosso País permaneça no trilho do crescimento responsável", disse a presidente, durante cerimônia de anúncio da criação de quatro universidades no País. "Tenho certeza de que esse momento de turbulência vai nos encontrar cada vez mais empenhados, União, Estados e municípios, a Câmara Federal, o Senado e o Judiciário, vai nos encontrar cada vez mais empenhados em dar respostas firmes e concretas diante desse momento", disse a presidente.

Dilma também mencionou que técnicos da Petrobrás estão sendo treinados para a exploração da área do pré-sal e que há uma demanda de setores de alta tecnologia por trabalho qualificado. "Essas empresas apostam no Brasil, sabem que os países em desenvolvimento crescerão pelo menos o dobro do que os países mais ricos. Essa é a oportunidade que nós temos. Temos de ter consciência do que significamos hoje no mundo", disse a presidente, acrescentando que o Brasil tem baixo risco de contágio e que o "mundo não desconhece nossa situação".


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