Economia

Brasil prepara "novo ciclo de crescimento", diz Levy

Ministro da Fazenda assegurou que as autoridades brasileiras não esperam problemas para fazer ajustes necessários

Levy falou sobre ajuste e reformas necessários para economia
Levy falou sobre ajuste e reformas necessários para economia Foto : Wilson Dias/Agência Brasil/CP
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou nesta quarta em Nova York que o Brasil já está aplicando os ajustes e reformas necessários para iniciar um "novo ciclo de crescimento" após o fim do boom das commodities. "O ciclo das matérias-primas acabou", disse ao apresentar as perspectivas econômicas do Brasil no Conselho das Américas, com sede em Manhattan. "Se você tem a casa em ordem, o setor privado encontrará novas oportunidades e voltaremos ao crescimento", acrescentou o economista que substituiu Guido Mantega no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

O ministro assegurou que as autoridades brasileiras não esperam "ter problemas sérios para fazer os ajustes necessários" e defendeu os gastos públicos das receitas "do bônus das commodities" nos últimos anos. "Não gastamos de maneira inadequada os bônus das matérias-primas. A maior parte utilizamos para melhorar a educação, transformar a sociedade", afirmou Levy.

Entre as principais mudanças registradas no Brasil na última década, Levy destacou a alta do número de estudantes universitários, que aumentou 60% entre 2006 e 2014. Mas depois de um crescimento sustentado desde o início da década de 2000, a maior economia da América Latina registrou uma estagnação em 2014 e prevê um crescimento de apenas 0,5% em 2015, muito abaixo dos 7,5% alcançados em 2010.

A este respeito, o ministro citou o problema das contas públicas, com o primeiro déficit comercial em 14 anos e a necessidade de cortar custos ante o baixo crescimento da economia. "Não quero dizer que não devemos nos preocupar com a situação fiscal no Brasil", admitiu, afirmando, porém, que estão sendo adotadas medidas para controlar os gastos como, por exemplo, a recente limitação dos gastos discricionários dos organismos federais.

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