O estudo analisou o custo de 30 ligações e cem mensagens SMS da maior operadora de 165 países (no estudo anterior, as duas maiores empresas eram consideradas). Uma média é tirada dos custos das ligações de dias de semana em hora de maior e menor fluxo e no final de semana. Promoções não são consideradas na análise.
O ranking indica que o brasileiro paga em média US$ 57,10 (R$ 97,60) por esse pacote. Enquanto isso, os suíços pagam US$ 57, os japoneses desembolsam US$ 55,9, os espanhóis pagam US$ 53,2 e os moradores do principado de Mônaco, US$ 52,6.
Comparativo
O País está em uma posição bastante desfavorável na comparação com às outras nações que compõem o chamado grupo dos Bric (formado por Brasil, Rússia, Índia e China) e que representa as principais nações emergentes do planeta.
Na China, esse pacote de telefonia custa US$ 6, ou seja, quase dez vezes menos que no Brasil. Na Índia, a comparação é ainda pior, já que lá a conta sai por US$ 3,4. Na Rússia o preço é de US$ 9,2.
A posição do Brasil é ruim também quando se leva em conta o valor da conta do celular em comparação com a renda – apesar de o País ter registrado uma ligeira melhora nesse quesito. Hoje, o celular representa, em média, 8,5% da renda e, em 2008, esse índice era de 9,2%. Com isso, o País ocupa a 125ª posição em uma lista de 165 países.
Extremos
A lista é liderada por Hong Kong, onde esse pacote de celular custa em média US$ 1,4 e a conta representa 0,1% da renda dos consumidores. Já no Malaui, na África, que ocupa a outra ponta da tabela, na 165ª colocação, a tarifa de celular custa apenas US$ 21,2, mas isso representa 91% da renda média dos habitantes do país.
Mas há casos de países subdesenvolvidos em que o celular não pesa tanto para o consumidor. A UIT dá o exemplo da Costa Rica, por exemplo, que ocupa a 18ª posição nessa lista (lá, essa tarifa representa 0,6% da renda dos consumidores). No país, o governo subsidia as tarifas para que os preços sejam baixos.
Outro exemplo é o Sri Lanka, que está na 38ª posição no ranking. Os preços das tarifas caíram 56,7% no país entre 2008 e 2010, uma das maiores reduções registradas pelo estudo. Isso acontece, de acordo com a UIT, porque o mercado lá é muito competitivo, com cinco operadoras disputando apenas 20 milhões de habitantes.
As informações são do Portal R7