O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho teve queda (-0,23%) e ficou abaixo dos 0,31% de maio. O resultado é o mais baixo para um mês de junho desde o início do plano Real e a primeira deflação desde 2006 (-0,21%), de acordo com o IBGE, que publicou o levantamento nesta sexta-feira. O IPCA nunca foi tão baixo desde agosto de 1998, quando a taxa atingiu -0,51%. Em junho de 2016, o IPCA foi 0,35%.
O primeiro semestre do ano fechou em 1,18%, bem menos do que os 4,42% registrados em igual período do ano passado. Considerando-se os primeiros semestres do ano, é o resultado mais baixo da série. Em relação aos últimos 12 meses, o índice foi para 3,00%, abaixo dos 3,60% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
Eletricidade puxa redução
Conforme o IBGE, os três principais grupos que concentram as despesas domésticas – alimentação, habitação e transporte – apresentaram quedas mais intensas. Dentre os três, a habitação teve a principal redução (-0,77%), especialmente devido à energia elétrica, que caiu -0,20 ponto percentual.
Das 13 regiões metropolitanas pesquisadas, o valor pela eletricidade só não caiu na de Recife. Na área de Porto Alegre teve a quarta maior redução: -6,11%.
Outro item que apresentou deflação em Porto Alegre foi a gasolina, em -1,34%, dentro do grupo transportes. O litro da gasolina caiu em 12 das 13 regiões pesquisadas. A diminuição no valor se deu, segundo o IBGE, devido à queda de 4% no preço do etanol, que é misturado à gasolina.
Brasil tem deflação e IPCA fecha em -0,23% em junho, diz IBGE
Semestre terminou com o menor índice na série, conforme o IBGE