Os dados são da pesquisa “Perfil do Empreendedor Individual” realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e divulgados nesta quinta-feira durante entrevista coletiva em São Paulo. Para o diretor-presidente do Sebrae nacional, Luiz Barretto, até a conclusão do estudo o número de empreendedores individuais era de cerca de 2,1 milhões. “Hoje, o Brasil possui 2,5 milhões de profissionais”, destaca.
Os 422 gaúchos ouvidos na pesquisa destacaram que pretendiam abrir um negócio relacionado ao comércio de artigos de vestuário, serviços para a construção civil, salão de beleza e outras atividades de tratamento de beleza, instalações elétrica, restaurantes e estabelecimentos de serviços de alimentação e bebida. A pesquisa foi realizada entre os meses de abril e maio de 2012 com 11,5 mil pessoas em todas as capitais e em municípios de médio e pequeno porte.
Segundo Barretto, o número de oito milhões de profissionais em 2022 que o Sebrae projeta tem a ver com o bom momento vivido pela economia brasileira e a realização de eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, que vão movimentar o País. “Este é o novo empreendedor brasileiro que valoriza e recomenda a formalização”, comenta. De acordo com o estudo, o novo Empreendedor Individual é formado por homens e mulheres com idade entre 25 e 39 anos e Ensino Médio completo.
Além disso, o novo grupo de empresários está concentrado na região Sudeste e trabalha em casa, principalmente em atividades de comércio ou serviços. Em geral, não tem outra fonte de renda e busca a formalização para ter acesso ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a nota fiscal. “Os novos empreendedores pretendem crescer e faturar mais de R$ 60 mil por ano”, acrescenta Barretto.
De acordo com o presidente do Sebrae, as mulheres respondem por 46% dos empreendedores individuais - superior a participação feminina nas micro e pequenas empresas. Em relação a faixa etária, 48,8% tem entre 25 e 39 anos.
O levantamento mostra, ainda ,que 94% dos empreendedores individuais recomendam a formalização. Sobre o principal motivo para a adesão, 69% apontaram os benefícios adquiridos relacionados aos seus negócios, entre eles ter uma empresa formal, emitir nota fiscal, facilidade de abertura de negócio, acesso a crédito e venda dos seus produtos a outras empresas.
O Sebrae considera empreendedor individual o regime de formalização de trabalhadores por conta própria, com uma receita bruta de até R$ 60 mil por ano. Para ser um empreendedor, o trabalhador pode ter apenas um empregado contratado e não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular. Das cinco atividades mais procuradas pelos profissionais, quatro são do setor de serviços: venda de roupas (10,4%), cabeleireiros (7,3%), lanchonetes (2,9%) e mercearias (2,6%).