Essa missão, de acordo com Rossi, dará garantia de que o governo vai melhorar os exames laboratoriais feitos no produto nacional e que o setor privado também incrementará a fiscalização de suas fábricas conforme a exigência do país. O ministro teve uma reunião com o setor privado e com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que contou com a participação do ministro Fernando Pimentel, e do Itamaraty.
"Fizemos uma agenda e vamos cumpri-la religiosamente. Não podemos antecipar perdas, mas também seremos firmes com o maior cliente da área", garantiu Rossi. Ao mesmo tempo, o corpo diplomático tentará reverter o prazo dado pelos russos por meio de um documento que também contará com as garantias.
De acordo com o ministro, um acordo foi feito entre os dois países numa primeira missão realizada ao final de abril, mas o cronograma acertado foi menosprezado com essa data limite anunciada na semana passada. Rossi disse que o governo brasileiro pedirá um "prazo certo para que as demandas do importador sejam atendidas. A principal preocupação é com o setor de suínos.
Rossi argumentou ser necessário que cada um reconheça a importância de se fazer a sua parte. Ele relatou que os russos pedem exames específicos, de substâncias que nunca apareceram no Brasil e que o País nunca apresentou. Agora, a ideia é fornecer esses dados aos importadores. "Algumas pessoas achavam que a gente deveria bombardear Moscou, mas esse seria um gesto tresloucado e decidimos que passaremos a atender os pedidos da Rússia.", ponderou.
Para o ministro, o governo tem condições de fiscalizar cada uma das plantas embargadas até que a missão se desloque para a Rússia. "Temos fiscais em todas as regiões do País e há um ditado antigo que diz que o comprador tem sempre razão", considerou. No ano passado, as exportações brasileiras para a Rússia somaram US$ 4,064 bilhões, das quais US$ 1,999 bilhão foram de venda de carnes.