Economia

Britânico e finlandês vencem Nobel de Economia por teoria sobre contratos

Oliver Hart e Bengt Holmstrom realizaram análises sobre remuneração de executivos baseada na performance

Nobel de Economia premia teóricos do contrato
Nobel de Economia premia teóricos do contrato Foto : Jonathan Nackstrand / AFP / CP
O britânico-americano Oliver Hart e o finlandês Bengt Holmstrom foram anunciados nesta segunda-feira como os vencedores do prêmio Nobel de Economia por seus trabalhos sobre a teoria do contrato. "Os premiados deste ano desenvolveram a teoria do contrato, um amplo marco de análises dos múltiplos aspectos do contrato, como a remuneração dos executivos com base em sua performance, as franquias, os copagamentos nos seguros ou a privatização do setor público", explicou o júri.



Oliver Hart, nascido em 1948 em Londres, obteve seu doutorado na universidade americana de Princeton em 1974. Atualmente ensina economia em Harvard. Bengt Holmström, nascido em 1949 em Helsinque, é formado pela universidade californiana de Stanford e ensina no Massachusetts Institute of Technology (MIT). "Estou agradecido ao comitê" Nobel, reagiu Bengt Holmström, membro estrangeiro da Academia Real de Ciências da Suécia, que entrega o prêmio Nobel de Economia. 

O prêmio foi concedido no ano passado a Angus Deaton, também britânico-americano, por sua análise dos padrões do consumo, da pobreza e do bem-estar, e sua demonstração de que o acúmulo de riqueza não é necessariamente paralelo à melhora do bem-estar.

O prêmio de economia, oficialmente denominado "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", é o penúltimo desta temporada Nobel, depois dos de medicina, física e química anunciados em Estocolmo, e do Nobel da paz anunciado na sexta-feira passada em Oslo. O nome do premiado com o Nobel de literatura será anunciado na quinta-feira.

O prêmio, oficialmente denominado "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", é o único que não estava previsto no testamento do inventor sueco da dinamite. Foi instituído em 1968 pelo Banco Central da Suécia e concedido pela primeira vez em 1969. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vem em 1901.

Lista dos 10 últimos ganhadores do Prêmio Nobel de Economia

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.
2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".
2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".
2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.
2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na
educação.
2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores
macroeconômicos.
2010: Peter Diamond e Dale Mortensen (Estados Unidos), Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm
dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.
2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o
mercado.
2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.
2007: Leonid Hurwicz, Eric Maskin e Roger Myerson (Estados Unidos), por seus trabalhos baseados nos mecanismos de intercâmbio destinados a melhorar o financiamento dos mercados.

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