As oportunidades da cadeia do hidrogênio verde no Rio Grande do Sul são discutidas nesta terça-feira, no evento Conexão H2v Energizando o Futuro, promovido pela Câmara Brasil-Alemanha no RS (AHKRS), com a participação de representantes do governo alemão, entre eles o Cônsul-Geral no Estado, Marc Bogdahn, da secretária Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, além da iniciativa privada e demais órgãos. O encontro segue até o final da tarde no Tecnopuc, na PUCRS, em Porto Alegre.
Entre as discussões, a descarbonização está em pauta nesta que é considerada uma das energias renováveis com maior potencial no RS. A cartilha sobre o hidrogênio verde, desenvolvida pela Sema em parceria com a consultoria McKinsey & Company, demonstra que 49% das fontes de consumo energético do RS são impactadas pelas aplicações desta matéria-prima, com dez localidades favoráveis para a produção. Enquanto isso, o governo da Alemanha possui o fundo H2-Uppp, de investimentos no hidrogênio verde em países do Sul Global, entre eles o Brasil, cujas oportunidades foram outro foco do evento.
“Desde agosto do ano passado, a AHKRS entrou nesta parceria com o GIZ, a agência alemã para cooperação e desenvolvimento sustentável, para fomentar e desenvolver o mercado de hidrogênio verde no Brasil. Sabemos do potencial que há no RS, através das fontes renováveis de energia que podem ser um grande diferencial para nós. Tanto a Alemanha quanto outros países europeus estão em busca deste tipo de energia”, comentou a coordenadora de relações internacionais e feiras da AHKRS, Larissa Behling.
Segundo ela, há várias frentes de trabalho relacionadas ao desenvolvimento desta e outras cadeias produtivas. “Nosso trabalho também é divulgar o RS na Alemanha, porque muitas vezes os empresários de lá conhecem São Paulo, Rio de Janeiro, e mostramos que temos muito a oferecer aqui no Sul”. A secretária Marjorie pontuou que o RS elabora uma política estadual em relação ao hidrogênio verde, porém as oportunidades estão postas, assim como a legislação.
“É uma tecnologia inovadora e fundamental. Temos uma carta de opções de locais que condizem com a viabilidade dos projetos de hidrogênio apresentadas, e, por ser parte da política de descarbonização do RS, encontra viabilidade em vários fundos. Também é interessante para a Alemanha conhecer este mercado consumidor do Brasil. Acho que eles vêm pra olhar esse nosso futuro e justamente identificar onde podem se inserir nessa cadeia, porque somos também cases de energia renovável”, comentou ela.