A última edição do ano da reunião-almoço promovida pela Câmara Brasil-Alemanha aconteceu nesta terça-feira, com um formato dinâmico conduzido pelo presidente Cleomar Prunzel. Sob o tema "Ecoando o passado, projetando o futuro", o evento contou com a participação do vice-governador Gabriel Souza, além de Guilherme Lippert, Siegfried Koelln e Cristiano Richter, que abordaram temas como oportunidades econômicas, avanços tecnológicos e resiliência frente aos desafios climáticos.
O presidente da Câmara-Brasil observou que o debate sobre o futuro tem o foco nas oportunidades para o Estado. Prunzel destacou como uma das principais oportunidades o acordo econômico União Europeia-Mercosul, que foi ratificado recentemente. Ele também ressaltou os benefícios esperados da reforma tributária e o crescimento do setor de energias renováveis. “Eu vejo o Rio Grande do Sul com um grande potencial de aumentar as relações bilaterais com a Alemanha, principalmente em energias renováveis. A Alemanha tem a tecnologia, o conhecimento e nós temos os recursos, a matéria-prima", disse.
Além disso, ele destacou as celebrações dos 200 anos da imigração alemã, que contribuíram para fortalecer laços culturais e institucionais entre os dois países, e a rede de apoio que ainda presta assistência para as vítimas da enchente de maio.
O vice-governador Gabriel Souza destacou a contribuição histórica dos alemães na construção do Rio Grande do Sul e abordou os esforços de recuperação após os impactos das enchentes. Segundo ele, o governo estadual já destinou R$ 2,4 bilhões para a reconstrução, com foco na resiliência e adaptação às mudanças climáticas. Gabriel também considerou a mudança do perfil demográfico no RS, e considerou que “as gerações vindouras terão que ser mais eficientes do que a geração atual”.
O pró-reitor de Administração da Unisinos, Cristiano Richter, destacou as ações solidárias que minimizaram os impactos das enchentes e reforçou a importância das universidades como agentes de desenvolvimento. Ele apontou a expansão da inteligência artificial, ressaltando a necessidade de políticas públicas para atrair, reter e formar talentos, e a mudança do perfil dos líderes, que devem considerar o desenvolvimento de relacionamentos interpessoais.
Já Siegfried Koelln abordou a importância da tecnologia para qualificar projetos e criar ambientes de trabalho mais humanizados. Segundo ele, valorizar os colaboradores é essencial para transformar empresas em locais diferenciados. Por sua vez, Guilherme Lippert destacou os desafios enfrentados por empresários após as enchentes. Apesar das adversidades, ele considerou que a recuperação foi relativamente rápida, graças à resiliência e ao espírito de superação.