Questionado se haveria advertência aos dissidentes, o ministro respondeu: "As bancadas darão os encaminhamentos que julgarem pertinentes, mas este é um debate que deve ser feito pelas bancadas. A bancada do PT e as bancadas devem debater esta questão porque não é bom que haja dissidências, principalmente na bancada do partido da presidente da República".
Luiz Sérgio disse que a cabeça do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, "nunca esteve a prêmio" e lembrou que a maior parte do PDT, partido do ministro Lupi, votou com o governo. O PDT, apesar de ser um partido da base de apoio do governo, liberou ontem a bancada para a votação e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força Sindical, defendeu emenda propondo o valor de R$ 560 para o mínimo.
O ministro fez questão de ressaltar que as primeiras palavras da presidente Dilma Rousseff, após a votação de ontem pela Câmara, foram de agradecimento aos votos recebidos, lembrando que os parlamentares estão ajudando a construir o primeiro passo e que espera que o Senado corresponda da mesma forma que a Câmara.
"O resultado da votação foi importante para o governo e para o País porque se estabeleceu uma política de salário mínimo até 2015, o que dá estabilidade, confiabilidade e expressa seriedade do governo com as contas públicas. E isso é bom, seguro para o País", disse. "A presidente ficou contente, alegre e satisfeita com a base aliada e quer agradecer porque correspondeu à expectativa do País de que nós possamos garantir a estabilidade, o crescimento econômico e a geração de empregos."