Cada poço de extração do petróleo na camada pré-sal deverá custar aproximadamente US$ 100 milhões para entrar em produção. A estimativa é do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que participou nesta terça-feira de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.
Segundo Gabrielli, esse é o custo de um poço para a perfuração abaixo de dois mil metros, como é o caso do pré-sal. "Primeiro, tem que identificar o poço, depois contratar uma sonda, tem que perfurar. Para isso, você utiliza equipamentos, você tem que completar esse poço e depois ele tem que ser preparado para entrar em produção. Isto custa em torno de US$ 100 milhões por poço", explicou.
Para o presidente da Petrobras, a empresa trabalha com uma projeção do barril de petróleo a 45 dólares para que o poço seja econômicamente viável. No Campo de Tupi, segundo Gabrielli, o projeto piloto aponta para uma rentabilidade de produção com o preço do barril entre US$ 40 e US$ 45.
Gabrielli também afirmou que o mapeamento dos poços e a sua produtividade é que irão revelar a sua viabilidade econômica por meio do valor de produção de cada barril. "O mapeamento é uma parte fundamental para analisar a produtividade. Ele identifica onde, e depois de saber onde você define uma curva de produção. Definida essa curva, você define o quanto tem que se investir. Ao saber quanto será investido, se faz o fluxo de investimento e chega ao preço do barril", disse.
Cada poço do pré-sal custará US$ 100 milhões para entrar em produção, diz Gabrielli
Petrobras trabalha com uma projeção do barril de petróleo a 45 dólares