Economia

Cai percentual de endividados no Rio Grande do Sul

Índice passou de 72,8% em maio para os atuais 64,3%

Pela primeira vez desde janeiro desse ano, o percentual de famílias gaúchas endividadas apresentou o menor índice, passando de 72,8% em maio, para os atuais 64,3%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgados, nesta quinta-feira, pela Fecomércio-RS. O bom resultado é atribuído pelo economista da entidade, Pedro Ramos, à geração de empregos no Rio Grande do Sul e ao bom momento da economia do País.

Segundo ele, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostraram que, até o mês de maio, foram geradas no Estado 97 mil vagas de trabalho. Com a melhora da renda, muitas pessoas optaram por quitar débitos, por isso a diminuição no número de endividados, observa. Ramos lembrou que, em 2009, foram 64 mil vagas, em 2008, foram 90 mil vagas e, em 2007, o ano todo gerou 94 mil empregos. “É um momento bastante favorável economicamente e isso reflete na situação nas famílias”, disse. Para ele, essa tendência será mantida nos próximos meses.

Das dívidas que as famílias possuem, Ramos avalia que houve uma melhora do tipo de crédito buscado e também uma conscientização das famílias com os gastos. Isso por que a pesquisa mostrou que os tipos de dívidas sinalizaram opções mais baratas de crédito para as famílias. As dívidas com cartão de crédito, por exemplo, lideram as escolhas, ficando com 58%, e ainda é o mais utilizado pelos consumidores. Na sequência, a opção é pelos carnês (42%), crédito pessoal (14%), financiamento de carro (12%) e cheque especial (6%).

“É possível perceber através da pesquisa que as pessoas que se endividaram no nos últimos meses, especialmente em maio, estão se ajustando em junho por isso a redução do percentual”, destacou.
Em relação ao percentual de famílias que possuem 50% ou mais da sua renda comprometida, o indicador subiu, ficando em 24%. Já aqueles que tem menos de 10% da renda comprometida com dívidas ficaram na faixa de 20%.

Para Ramos, esse aumento do comprometimento da renda não chega a ser perigoso, uma vez que as famílias estão com alto nível de consumo, mas sem que isso acarrete em uma mudança no comportamento global de inadimplência. Pelo contrário, a mudança ocorreu no sentido de uma queda significativa da inadimplência. O dado da pesquisa aponta que caiu de 9% para 6% em junho a porcentagem de pessoas que afirmaram que não terão condições de pagar seus débitos. Outros 36%, responderam que estão com dívidas ou contas em atraso. Desses, os que recebem até 10 salários mínimos somam 39% e acima de 10 salários mínimos outros 26%.

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio