Economia

Capital tem menor crescimento populacional entre as regiões metropolitanas

Estudo "Reflexões sobre os Deslocamentos Populacionais no Brasil" foi divulgado hoje pelo IBGE

De acordo com o estudo "Reflexões sobre os Deslocamentos Populacionais no Brasil", divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), Porto Alegre é a capital com menor crescimento populacional entre as nove regiões metropolitanas pesquisadas. O desempenho foi de 0,4% enquanto que Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, tiveram variações próximas a 0,8%.

Segundo a análise – baseada nas informações do Censo Demográfico 2000 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) realizada em 2004 e 2009, 46% dos municípios apresentaram crescimento nulo ou baixo (até 1,5% ao ano). Esse desempenho pode ser atribuído aos níveis mais baixos da fecundidade e à pouca atratividade populacional exercida por esses espaços, aqui incluídas 23 cidades consideradas de grande porte. Nesse conjunto, prevalece a combinação de PIB baixo e áreas muito adensadas.

As cidades com menos de 500 mil habitantes são as que mais crescem no País, o que demonstra a influência da migração, muito embora as grandes cidades continuem concentrando parcela expressiva da população (aproximadamente 30%).

Analisando a evolução do crescimento dos municípios, é possível verificar que 27% deles, parcela expressiva desses com até 10 mil habitantes, perdem população e, do ponto de vista do desenvolvimento, representam espaços estagnados. Entre esses, quase todos tiveram, no ano de 2008, Produto Interno Bruto (PIB) per capita muito baixo. No estrato de municípios com decréscimos populacionais, quatro cidades consideradas de porte médio podem ser destacadas: Foz de Iguaçu (PR), Ilhéus (BA), Lages (SC) e Uruguaiana (RS).

O Rio Grande do Sul é o Estado em que a migração de retorno foi mais expressiva em 2009 com 23,98%, seguido de  Paraná (23,44%), Minas Gerais (21,62%), Sergipe (21,52%), Pernambuco (23,61%), Paraíba (20,95%) e Rio Grande do Norte (21,14%).

O Índice de Eficácia Migratória (IEM) mede a capacidade de atração, evasão ou rotatividade migratória e é obtido através da relação entre o saldo migratório e o volume total de migrantes (imigrantes + emigrantes). Esse indicador permite a comparação entre os Estados, independentemente do volume absoluto da imigração e da emigração. 

O IEM dos Estados revelou que metade delas são áreas de rotatividade migratória, ou seja, têm fluxos de saída e entrada semelhantes. Mesmo aquelas que no passado eram consideradas áreas expulsoras ou potencialmente atrativas se tornaram áreas onde as trocas entre imigrantes e emigrantes foram equilibradas. Em geral, observou-se uma tendência de diminuição do volume dos fluxos migratórios em todas as Unidades da Federação.

Na região Sul, o Paraná passou de um pequeno saldo negativo para positivo, porém não alterando sua classificação quanto à capacidade de absorção migratória, que continuou como área de rotatividade, sendo São Paulo e Santa Catarina as maiores contribuições de imigrantes para o Paraná. Santa Catarina continuou com uma região de baixa absorção, com mais de 80% dos imigrantes oriundos de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Já o Estado passou de baixa evasão para rotatividade migratória, tendo com Santa Catarina as trocas mais significativas.


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