Este é o sétimo mês consecutivo de alta, mas a Capital contabilizou o segundo menor índice de crescimento dos preços, entre as 17 regiões metropolitanas, das quais nove tiveram queda no valor da cesta básica. O principal vilão foi a carne, que teve um reajuste de 3,17%, mas possui peso maior entre os produtos.
A economista do Dieese, Daniela Sandi, afirmou que a tendência é de que a alta nos preços dos alimentos continue, pelo menos, até a metade do ano. “As pressões externas, com o crescimento da demanda e da especulação com as commodities agrícolas, aliada à estiagem aqui no país, tem contribuído para os aumentos”, disse ela.
Nos últimos 12 meses, a elevação do custo da cesta básica em Porto Alegre atingiu 7,57%, enquanto nos dois meses deste ano, já chegou a 1,73%. “É um número relativamente alto para apenas dois meses”, admitiu a economista. Segundo a pesquisa, os maiores aumentos em fevereiro aconteceram na batata (6,31%), açúcar (4,27%), óleo (2,21%), tomate (1,69%), feijão (1,69%), manteiga (1,32%), leite (1,22%) e café (1,21%).
Com o novo valor, o trabalhador gastaria 51,63% do salário mínimo para adquirir a cesta básica em Porto Alegre. Já o valor necessário para que o rendimento mínimo cumprisse o preceito constitucional seria, segundo o Dieese, de R$ 2.194,18. A cesta básica da Capital gaúcha segue como a segunda mais cara do país, atrás apenas de São Paulo, onde custa R$ 261,18.