Economia

Carro conectado e cidades inteligentes serão realidade para os brasileiros

Serviços foram apresentados no Futurecom, em São Paulo

Presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente, apresentou os projetos na Futurecom
Presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente, apresentou os projetos na Futurecom Foto : Telefônica / Vivo / Divulgação / CP
Ter um carro conectado e morar em uma cidade inteligente é uma realidade que está muito próxima dos brasileiros. A solução para carros conectados será lançada no Brasil em 2015 e o projeto de Cidades Digitais e Inteligentes já está sendo executado. Os dois serviços, que tornaram a Telefônica Vivo a primeira Telco Digital do país, foram apresentados na quarta-feira, no Futurecom, que está sendo realizado na Transamérica Expo Center, em São Paulo. Os projetos têm como base a Internet das Coisas, tema que se tornou uma das frentes de inovação da companhia e tem sido o ponto de partida para parcerias com universidades e a criação de comunidades com desenvolvedores e empresas de tecnologia.

A solução para ter veículos conectados tem funcionalidade para localização, telemetria, manutenção preventiva, diagnóstico de controle de emissões e leitura do comportamento na direção. Há cerca de 18 milhões de veículos habilitados para a conexão. O sistema já foi lançado nos Estados Unidos, na Alemanha e em alguns países da Europa.

Para ter um carro conectado com a central elétrica e compartilhando informações com pessoas escolhidas, o usuário deverá comprar um aparelho chamado OBD e inseri-lo em uma porta de entrada padrão que todos os veículos do mundo possuem. Além disso, será necessário baixar um aplicativo desenvolvido pela Telefônica Vivo. No entanto, o cliente poderá ser de qualquer outra operadora de celular.

“Através de uma conexão com um smartphone a pessoa terá acesso a condições elétricas que, muitas vezes, não aparecem no painel do carro, como a bateria fraca. Isso possibilita que o dono do veículo vá até o mecânico sabendo o que está errado com seu carro”, esclareceu o gerente de Desenvolvimento de Negócios M2M e Clouder da Telefônica Vivo, Eduardo Guirado Dias. O aplicativo possibilita também a visualização do histórico de viagens e localização via GPS do grupo de pessoas que o usuário escolheu.

Já o projeto Cidades Digitais e Inteligentes está começando no Brasil em Águas de São Pedro, um município a 186 quilômetros de São Paulo. Ele ultrapassa a modernização dos serviços de conexão e voz e abrange também a implantação de vinte diferentes soluções de tecnologia que tornam a cidade, além de digital, inteligente. As soluções serão implantadas nas áreas de educação, saúde e gestão pública.

De acordo com o presidente da Telefônica Vivo, Antonio Carlos Valente, o conceito de cidades inteligentes objetiva melhorar a vida das pessoas em todas as áreas possíveis. “O bom é quando podemos unir as duas coisas e tornar uma cidade inteligente e digital, é isso que nós estamos fazendo. O conceito de Smart Cities é bastante amplo, mas é onde se começa a utilizar tecnologias de informação e comunicação para melhorar a vida das pessoas. O céu é o limite quando falamos nesse conceito”, afirmou.

Segundo ele, será possível implantar tecnologias na iluminação pública das cidades, com postes inteligentes, no monitoramento de vias públicas, com tecnologia em câmeras, e no pagamento de tarifas como um pedágio digital. “A partir de 2015 todas as municipalidades brasileiras serão responsáveis pelo custeio da iluminação pública, por isso muitas delas estão iniciando o processo de trocar lâmpadas de vapor de sódio ou mercúrio por LED. Então essa modificação ensejaria, por exemplo, a possibilidade de colocar algum tipo de inteligência no poste”, explicou.

No entanto, Valente ressaltou que o projeto é inicial e se concentrará neste ano em Águas de São Pedro. A atuação da empresa em novos projetos digitais baseia-se em um ecossistema de inovação, que contempla o crescimento das telecomunicações, delineada e originada na conectividade das coisas, objetos e sensores. Isso tudo proporcionará nova vida e funções a elementos cotidianos que a população conhece atualmente.

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