CDL POA analisa sinalização otimista do Banco Central para Cadastro Positivo

CDL POA analisa sinalização otimista do Banco Central para Cadastro Positivo

Autoridade financeira diz que o cadastro “provavelmente” levou à queda “relevante” dos spreads bancários

Correio do Povo

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 O mercado de crédito brasileiro recebeu um importante endosso de que o Cadastro Positivo já oferece retorno satisfatório a consumidores e empresas. No início de maio, o Banco Central enviou relatório ao Congresso Nacional afirmando que o Cadastro Positivo provavelmente levou à queda relevante dos spreads bancários. Os spreads são a diferença entre a taxa final cobrada pelas instituições financeiras ao consumidor e o custo real de captação desses recursos. 

O resultado disto é que, no caso do empréstimo pessoal, o spread caiu em média 10,4% entre os clientes que tinham pontuação no Cadastro Positivo e os que não tinham. Esse recuo equivale a uma queda de 31 pontos percentuais, “quando considerada a taxa de juros média de 299% ao ano observada nessa amostra de operações”, aponta o relatório. Houve, ainda, um aumento do número de empresas que utilizam soluções com dados positivos para avaliação de crédito, sendo que 50% das instituições que atuam no segmento de consumo (PF) realizaram alterações no processo de concessão de crédito e 42,3% utilizaram score que considera as informações positivas. 

O Cadastro Positivo é o banco de dados com informações de adimplemento (pagamento em dia) de pessoa física ou jurídica, implementado pela Lei no 12.414/2011. A partir dele, houve uma importante revolução no mercado de análise de crédito que conta, agora, com as informações positivas do consumidor, possibilitando juros menores.

 De acordo com o superintendente da CDL Porto Alegre, Maico Renner, o Cadastro Positivo torna as soluções de análise e concessão de crédito muito mais eficientes. “Com essas informações, estima-se que mais de 20 milhões de pessoas passem a ter crédito disponível e outras tantas terão crédito ampliado. A concessão é mais assertiva, por isso a inadimplência é menor, e as taxas, por consequência, tendem a reduzir”, explica. O executivo ressalta que a Boa Vista é uma empresa pioneira no que se refere a Cadastro Positivo, e a CDL POA já dispõe aos seus associados e Entidades Parceiras as melhores soluções para todas etapas do ciclo do crédito com informações positivas. 

O desenvolvimento da aplicação do Cadastro Positivo pode auxiliar na recuperação das empresas e dos consumidores após a crise provocada pelo coronavírus. “Para acelerar a retomada econômica e a recuperação de inúmeros negócios que sofreram muito durante a pandemia, um dos principais fatores é o crédito. Ter as ferramentas adequadas para otimizar essa oferta é quase uma questão de sobrevivência”, enfatiza Renner. 

Segundo o Banco Central, “a inclusão de informações positivas nas pontuações de crédito resultou em migração de 41% das pessoas naturais cadastradas, em média, para faixas associadas a menor risco de crédito”. Os que se mantiveram na faixa original somaram 33%, e 26% passaram para a faixa de maior risco.    

Sobre o Cadastro Positivo 

Em 2011, houve uma primeira versão do Cadastro Positivo no Brasil. Na ocasião, os consumidores deveriam optar por ter seus dados incluídos na plataforma, o que é chamado pelos especialistas de ‘opt in’, o que não foi muito efetivo, com baixa adesão. Em 2016, o tema voltou à discussão. E, em 2019, por meio da Lei Complementar nº 166/2019, entre outras mudanças, adotou-se a modalidade ‘opt out’, quando o consumidor ou a empresa estão automaticamente cadastradas e, ao optarem por sair, devem se manifestar. A Boa Vista, parceira de negócios da CDL POA, é uma das gestoras de banco de dados homologadas pelo Banco Central e, desde então, já oferta produtos para a análise de crédito de pessoas físicas e jurídicas considerando informações de Cadastro Positivo.


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