O 1º de Maio é celebrado nesta sexta-feira em Porto Alegre com o Festival do Trabalhador e da Trabalhadora: Cultura em Movimento, na Casa do Gaúcho, no interior do Parque Harmonia, promovido pela Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), além de federações, movimentos sociais e sindicatos. A entrada é gratuita e a produção é da HD"Arte.
Algumas das atrações que estão disponíveis até às 21h são apresentações musicais, batalha de rimas, grafite, venda de livros e itens da cozinha solidária, agricultura familiar e agroecologia, alimentos e bebidas artesanais, vestuário e economia circular, produtos naturais, práticas integrativas em saúde e Feira da Economia Solidária e Criativa, esta última com 80 expositores.
“Hoje é um dia para celebrarmos a classe trabalhadora. Estamos em meio a uma campanha da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, o fim da escala 6x1, e queremos exatamente que os trabalhadores tenham tempo de viver, de curtir a boa música, de poder estar com seus amigos e familiares e que a gente possa ter mais saúde. As várias atrações vão dialogar com a juventude, mulheres, negros, com a classe de todas as formas”, disse o tesoureiro da CUT-RS, Antônio Guntzel.
Não somente em Porto Alegre, mas, ainda no Rio Grande do Sul, ações similares ocorrem nos municípios de Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Santa Maria. Em alguns deles, a ação foi remarcada para domingo, em razão do clima. A nutricionista e coordenadora da Feira da Economia Solidária e Criativa durante o festival, Gabriela Teixeira, disse que houve mais de 200 inscritos para esta ação em particular.
Ela destacou o caráter de cooperação e autogestão das cozinhas, bem como a preocupação em promover alimentação saudável, com orgânicos e sem ultraprocessados. “Hoje estamos aqui ocupando este espaço da cozinha solidária, mostrando estes produtos para termos essa visibilidade. Um dos princípios dela é justamente trabalhar com a sustentabilidade, uma bandeira que levantamos sempre. É bom para quem produz e para quem consome”, salientou Gabriela.