Economia

Cenário econômico brasileiro para 2010 é otimista, aponta pesquisa

Panorama da consultoria Deloitte demonstra que o País está vencendo a crise

O cenário econômico brasileiro para 2010 é francamente otimista, com perspectiva de crescimento nas receitas para 95% das empresas, em índice próximo a 14%. Esse foi o resultado da pesquisa Panorama Empresarial 2010 - Negócios nos novos tempos da economia, apresentado hoje pela consultoria Deloitte, que ouviu 573 empresas brasileiras.

Para este ano, o panorama ainda é favorável, demonstrando que o País está vencendo a crise, pois 69% acreditam que haverá aumento de até 8% no faturamento líquido. O responsável técnico pelo levantamento, José Paulo Rocha, destacou, ainda, a expectativa de ampliação dos investimentos, o que deve ocorrer em 71% das companhias participantes. Desse total, 19% são da região Sul, sendo que o perfil médio é de 30 anos de mercado.

"Entre os setores que devem se destacar no próximo ano, estão o petróleo e gás, com uma ampliação de até 19% nas suas receitas, e o de construção, que pode crescer cerca de 17%", afirmou o economista. Segundo Rocha, o mercado de energia está exigindo maiores investimentos para alavancar o desenvolvimento da economia, enquanto a construção civil deve aumentar com as perspectivas de obras públicas e de empreendimentos imobiliários para baixa renda.

Outras áreas que devem experimentar crescimento, segundo a pesquisa da Deloitte, são Turismo e Hotelaria (95), Açúcar e álcool (7%), Mineração (7%), TI e Internet (7%) e transporte e Logística (5%). Já o destaque, em 209, ficou por conta do segmento de TI e Internet, cuja expansão global puxou os negócios em até 25%.

Entre os principais desafios apresentados pelos empresários nacionais para garantir as perspectivas de melhores negócios, em 2010, estão o gerenciamento de custos (67%), administrar a concorrência com empresas do País (53%), manter as taxas de retorno do capital (53%). "A maior mudança em relação a este ano, é a preocupação com as ações de Governança Corporativa, que subiu do 8º lugar para a 4ª posição, com 35% de citação pelas empresas", disse José Paulo Rocha.

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