Economia

Centrais sindicais discutem mínimo regional

Proposta será definida na sexta-feira e apresentada ao governador Tarso Genro na próxima semana

As centrais sindicais do Rio Grande do Sul definem, nesta sexta-feira, a proposta de reajuste do mínimo regional que será apresentada ao governo do Estado. A reunião, marcada para as 14h, ocorre na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS) em Porto Alegre. O objetivo dos sindicalistas é recuperar as perdas ocorridas nos últimos anos, que chegam a 26% em relação ao piso nacional desde 2001. Hoje a diferença, que já foi de 28%, é de apenas R$ 6,57. No país, o mínimo é de R$ 540, enquanto que no RS varia de R$ 546,57 (faixa 1) a R$ 595,42 (faixa 4).

No dia 8 de fevereiro, a proposta elaborada pelas centrais deverá ser apresentada ao governador Tarso Genro e ao presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverde. Segundo o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski, o reajuste proposto deverá ser próximo a 15%. A maior preocupação, no entanto, é a recuperação das perdas e a criação de uma política de valorização de médio a longo prazo, a exemplo do que ocorre com o mínimo nacional. Ele afirma que 1,2 milhão de trabalhadores gaúchos recebem os seus salários de acordo com o piso regional, em especial trabalhadores rurais, empregadas domésticas e empregados dos setores calçadista e de alimentação. “Também há um grupo de trabalhadores que está acima, mas que depende do piso”, acrescentou.

Em reunião recente na Assembleia Legislativa, com a presença de quatro centrais sindicais, discutiu-se a possibilidade de levar em conta a inflação de 2010 mais a média do crescimento do PIB estadual nos últimos dois anos, acrescido de um valor para recuperar as perdas. A Força Sindical, que não participou da audiência, defende recuperar a defasagem de 26% em dois anos, mas não descarta negociar um prazo maior. Para o presidente da entidade, Cláudio Janta, trata-se de um fator importante para o desenvolvimento do Estado, desde que corretamente aplicado. “O mínimo regional foi criado para respeitar as desigualdades regionais. Então, se continuar do jeito que está, não teria porque existir”, observou.

Em 2011, a data-base, que antes era 1º de maio, passa para o dia 1º de março, graças à lei 13.436/2010, aprovada no ano passado pela Assembleia Legislativa. O último reajuste, que foi aplicado em junho do ano passado, ficou estabelecido em 6,9%. Entre os cinco estados brasileiros que adotaram salários mínimos regionais (os outros são Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo), os valores do Rio Grande do Sul são os menores.


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