Representantes de centrais sindicais, das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além de movimentos estudantis e sociais, realizaram protesto na tarde desta sexta-feira, 1º, na Esquina Democrática, no Centro Histórico de Porto Alegre. Os manifestantes voltaram a defender a soberania nacional e criticaram as tarifas comerciais de exportação impostas ao Brasil pelo presidente norte-americano Donald Trump.
A data foi escolhida, pois inicialmente seria quando entraria em vigor a taxação a dezenas de produtos brasileiros. Contudo, o decreto, assinado nesta semana, postergou os novos percentuais para o dia 6 de agosto.
O ato reuniu militantes e simpatizantes de diversos partidos de esquerda, que criticaram medidas recentes adotadas pelo governo dos Estados Unidos. Os manifestantes empunhavam cartazes com frases em defesa da cobrança de impostos para os chamados super-ricos e cobraram retaliação à escalada de ataques à independência nacional por parte de interesses estrangeiros.
O protesto ocorreu de forma pacífica e foi encerrado com palavras de ordem em defesa da democracia, da soberania, pelo fim da escala 6x1 na jornada de trabalho e pela solidariedade entre os povos latino-americanos.
Nesta semana, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, defendeu que a resposta brasileira “terá de ser dura”, e que o país não poderá “ceder à chantagem” dos Estados Unidos.
Nobre afirma que o Brasil possui mecanismos para evitar demissões de trabalhadores. Entre elas estão a antecipação de feriados, férias individuais e coletivas, além do emprego de layoff (suspensão ou redução temporária da jornada de trabalho e salário).