O presidente da CUT/RS, Celso Woyciechowski, acredita que os 12,59% são possíveis de ser alcançados em uma negociação efetiva. “Na terça-feira, fechamos um dissídio com os empresários do setor calçadista, em 12,7%, em duas parcelas, o que nos mostra que é plenamente possível chegar a esse índice proposto”, enfatizou o sindicalista.
Para ele, os 10% inicialmente propostos pelo governo não serão aceitos pelas centrais. “Se não houver um acordo dentro dessa contraproposta, só nos restará incrementar o debate dentro da Assembleia Legislativa. Esperamos que o governo seja sensível e garanta o percentual”, afirmou o dirigente da CUT.
A proposta inicial das centrais, que incluem também a Força Sindical, NCST, UGT, e a CTB/RS, era de um reajuste de 17,33%. Outra reivindicação dos sindicalistas é de que, após a decisão sobre o aumento do piso atual, seja discutida uma fórmula definitiva e automática de reajuste para valer pelos próximos anos. “O governador sinalizou com a intenção de criar uma comissão reunindo governo, centrais sindicais e empresários para debater essa possibilidade”, enfatizou Woyciechowski.
O governo vai se manifestar sobre a contraproposta das centrais sindicais, à tarde, durante coletiva de imprensa marcadas para às 16h30min.