Com pacotes na mão, Ana Carolina de Almeida, de 19 anos, buscava pelos últimos presentes de Natal para a família na rua Voluntários da Pátria, no Centro Histórico de Porto Alegre. "Ainda preciso comprar o presente do meu pai, do meu irmão e da namorada dele", cita. Ela foi uma das diversas pessoas que lotaram a rua nesta quarta-feira, véspera do feriado, em busca das compras de última hora. O movimento pode se intensificar até a parte da tarde, quando muitos estabelecimentos devem ainda estar abertos.
"Fui enrolada mesmo", ela ri, justificando o motivo de estar na rua na véspera de Natal. Para a jovem aprendiz, a rua é o ponto possível de encontrar uma variedade de itens em um mesmo lugar. "Tem tudo aqui, né? Aí eu tenho opções e não preciso caminhar tanto. Vou ficar caminhando, mas não preciso rodar a cidade para achar".
"Hoje é mais os que ficam para a última hora que vêm", diz Priscila Machado, responsável de vendas de uma loja de roupas. Na sua avaliação, o movimento está mais baixo do que o ano passado. "Está meio parado, mas durante a semana foi bem bom, porque acho que a maioria já se antecipa e viaja", diz.
O mesmo comenta Rafael Vicente, gerente de uma loja de calçados. "Hoje está um pouquinho mais calmo, mas está melhor do que no ano passado. Mas normalmente no último dia sempre aparece alguém para comprar", avalia. O estabelecimento fica no epicentro do movimento da Voluntários. "Aqui é o ponto de venda mais popular mesmo. Diferente de Andradas, que é outro público. Aqui é mais é o é o povão mesmo", comenta.
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De acordo com a última pesquisa de Natal da CDL Porto Alegre, publicada em novembro deste ano, entre as intenções de gastos, 42,1% pretendem gastar o mesmo que em 2024, enquanto 35,6% planejam gastar menos. Já 22,3% projetam gastar mais. Entre os tipos de presentes, as principais categorias estão com moda e acessórios (45,9%), brinquedos (29,1%), eletrônicos (16,5%), perfumaria e cosméticos (16,2%) e eletrodomésticos (10,4%).
Em média, o número de presentes comprados é cinco (21,5%), sendo principalmente para filhos (62,8%), seguido de cônjuge (54,7%) e mãe (47,9%). Em relação à antecedência das compras, 38,9% buscam comprar 1 mês antes, enquanto 37,3% duas semanas antes. Apenas 5,7% deixam para a véspera, o dia ou depois do Natal.