Cesta Básica de Porto Alegre é a mais cara do país em julho, aponta Dieese

Cesta Básica de Porto Alegre é a mais cara do país em julho, aponta Dieese

Conjunto de alimentos custa R$ 777,16

Correio do Povo

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A Cesta Básica de Porto Alegre foi considerada a mais cara do País, com um custo de R$ 777,16 no mês julho deste ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Conforme a entidade, o preço do conjunto de alimentos na Capital ficou à frente de São Paulo (R$ 769,95), Florianópolis (R$ 746,66) e do Rio de Janeiro (R$ 738,12).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 547,22), João Pessoa (R$ 581,31), Recife (R$ 592,71) e Salvador (R$ 596,04).

Conforme o Dieese, a cesta básica registrou variação de 0,47% no sétimo mês do ano. Dos 13 produtos pesquisados, cinco registraram alta de preço: o tomate (10,38%), a batata (3,59%), a banana (1,13%), o óleo de soja (0,88%) e o pão (0,74%). Por outro lado, seis itens ficaram mais baratos: o leite (-4,80%), o café (-3,98%), a farinha de trigo (-3,36%), o feijão (-3,00%), a manteiga (-1,98%) e a carne (-1,03%). O açúcar e o arroz ficaram estáveis no mês de julho.

De janeiro a julho de 2023, a cesta registrou variação de 1,51%. Nove itens apresentaram alta: a batata (13,82%), o leite (11,21%), o tomate (11,19%), o feijão (10,63%), o arroz (9,36%), o pão (4,71%), o açúcar (3,56%), a manteiga (0,27%) e a carne (0,15%). Em sentido contrário quatro ficaram mais baratos: o óleo de soja (-25,61%), a banana (-14,71%), o café (-8,63%) e a farinha de trigo (-6,76%). 

No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta registrou variação de 3,23%. Foram registradas elevações em sete dos 13 produtos da cesta: o tomate (70,35%), a batata (26,51%), o arroz (14,22%), o pão (6,95%), a manteiga (5,04%), o açúcar (4,26%) e o feijão (3,42%). Seis itens ficaram mais baratos: o óleo de soja (-32,69%), o leite (-28,73%), o café (-10,26%), a banana (-10,15%), a farinha de trigo (-4,03%) e a carne (-1,83%). 

Em julho de 2023, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.528,93 ou 4,95 vezes o mínimo de R$ 1.320. Em junho, o valor necessário era de R$ 6.578,41 e correspondeu a 4,98 vezes o piso mínimo. Em julho de 2022, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.388,55 ou 5,27 vezes o valor vigente na época, que era R$ 1.212.

 


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