Economia

Cesta básica de Porto Alegre é a quarta mais cara entre as capitais e vai a R$ 819 em maio, indica Dieese

Tomate e feijão foram os produtos com maior queda

Preço do tomate caiu 19,59% em Porto Alegre
Preço do tomate caiu 19,59% em Porto Alegre Foto : Erily Mariel / Unsplash / CP Memória

O preço da cesta básica de Porto Alegre registrou queda de 1,82%, passando a custar R$ 819,05, em maio de 2025. Os números foram apresentados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesta sexta-feira. É a quarta cesta básica mais cara entre as capitais, atrás de São Paulo (R$ 896,15), Florianópolis (R$ 858,93) e Rio de Janeiro (R$ 847,99).

Dos 13 itens pesquisados, oito apresentaram recuo. Tomate -19,59% e feijão apresentaram as maiores quedas com 19,59% e 5,92% respectivamente. Arroz (4,57%), banana (-3,26%), óleo de soja (-2,13%), farinha de trigo (-1,92%), leite (-0,73%) e carne bovina (-0,04%) também apresentaram diminuição no valor. Por outro lado, cinco produtos ficaram mais caros: batata (20,95%), café (4,58%), manteiga (2,70%), pão (0,20%) e açucar (0,42%).

De janeiro a maio, a cesta acumula alta de 4,51%. No ano, oito produtos ficaram mais caros: café (62,88%), tomate (55,43%), leite (4,42%), açúcar (3,25%), pão (2,69%), carne (2,64%), manteiga (2,46%) e farinha de trigo (0,66%), Em sentido oposto, cincos itens ficaram mais baratos: feijão (-18,92%), arroz (-15,42%), banana (-12,12%), batata (-5,82%) e óleo de soja (-3,93%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta registra variação de 2,20%. Foram registrados aumentos em seis dos 13 produtos da cesta: café (109,37%), óleo de soja(27,32%), carne (16,82%), manteiga (8,93%), pão (5,08%) e leite (1,50%). Outros sete itens acumularam quedas: batata (-36,97%), arroz (-21,65%), feijão (-19,98%), tomate (-19,36%), banana (-14,49%), farinha de trigo (-1,45%) e açúcar (-0,21%).

Tempo para adquirir cesta

Em maio de 2025, o trabalhador de Porto Alegre, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 118 horas e 42 minutos para adquirir a cesta básica. Em abril de 2025, o tempo de trabalho necessário foi de 120 horas e 54 minutos e em maio do ano passado de 124 horas e 52 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer em maio de 2025, 58,33% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em abril de 2025, o percentual foi de 59,41% e em maio de 2024 de 61,36%

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