Economia

Cesta básica de Porto Alegre é a segunda mais cara do País

Gastos com alimentação fecharam o ano com alta de 9,8%, aponta Dieese

A cesta básica no acumulado de 2011 aumentou 9,8% em Porto Alegre, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Apesar do crescimento no total do ano, em dezembro, o valor da soma dos treze produtos essenciais obteve queda de 0,99%. Assim, a cesta básica fechou o ano custando R$ 276,86. O valor representa 55,22% do salário mínimo líquido. Assim, para pagar esse preço, em dezembro, o trabalhador precisou cumprir jornada de 111h e 46 minutos.

O valor é o segundo mais alto do País, perdendo apenas para São Paulo, que registrou R$ 277, 27 no período. Entre as 17 capitais pesquisadas, Porto Alegre ficou na quarta posição na variação anual, atrás de Vitória (13,80%), Belo Horizonte (11,76%) e Florianópolis (10,20), que lideram o ranking.

Segundo o supervisor técnico do Dieese/RS, Ricardo Franzoi, a expectativa é de que em 2012 haja uma redução no valor da cesta básica, podendo ser o ano em que haverá o menor comprometimento do salário mínimo com os gastos de alimentação. “Apesar de serem tendências ainda, a crise internacional deverá fazer com que alguns produtos tenham redução no seu preço em função da queda no mercado externo, como é o caso dos commodities. Mesmo assim, alguns itens, como os hortigranjeiros, poderão ter alta com a estiagem, mas ainda não está determinado quanto isso representará”, disse.

Entre os 13 produtos que integram a cesta básica, o grande vilão no acumulado do ano foi o tomate, que teve elevação de 47,83% no preço total. Ao todo, 10 itens estão mais caros no acumulado. Seguindo o tomate, aparecem o café (27,68%), a farinha (11,79%), a banana (9,53%) e a carne (8,56%). Em relação apenas ao mês de dezembro, sete registraram queda e seis altas, sendo o destaque para a carne, que teve o maior aumento (3,69%).

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