O valor é o segundo mais alto do País, perdendo apenas para São Paulo, que registrou R$ 277, 27 no período. Entre as 17 capitais pesquisadas, Porto Alegre ficou na quarta posição na variação anual, atrás de Vitória (13,80%), Belo Horizonte (11,76%) e Florianópolis (10,20), que lideram o ranking.
Segundo o supervisor técnico do Dieese/RS, Ricardo Franzoi, a expectativa é de que em 2012 haja uma redução no valor da cesta básica, podendo ser o ano em que haverá o menor comprometimento do salário mínimo com os gastos de alimentação. “Apesar de serem tendências ainda, a crise internacional deverá fazer com que alguns produtos tenham redução no seu preço em função da queda no mercado externo, como é o caso dos commodities. Mesmo assim, alguns itens, como os hortigranjeiros, poderão ter alta com a estiagem, mas ainda não está determinado quanto isso representará”, disse.
Entre os 13 produtos que integram a cesta básica, o grande vilão no acumulado do ano foi o tomate, que teve elevação de 47,83% no preço total. Ao todo, 10 itens estão mais caros no acumulado. Seguindo o tomate, aparecem o café (27,68%), a farinha (11,79%), a banana (9,53%) e a carne (8,56%). Em relação apenas ao mês de dezembro, sete registraram queda e seis altas, sendo o destaque para a carne, que teve o maior aumento (3,69%).