Economia

Cesta básica de Porto Alegre cai e passa a custar R$ 769,74, diz Dieese

Conjunto de itens teve redução de -0,12% na cidade em fevereiro

Café acumula alta de 78,58% nos últimos 12 meses
Café acumula alta de 78,58% nos últimos 12 meses Foto : Marcos Santos / USP Imagens / CP

Em fevereiro de 2025, pelo segundo mês seguido, o preço da cesta básica de Porto Alegre registrou queda (-0,12%), com a terceira maior redução entre os locais pesquisados. O conjunto de itens passou a custar R$ 769,74 na cidade, de acordo com dados divulgados hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A nível nacional, o conjunto de itens em Porto Alegre é o sexto mais caro, ficando atrás de São Paulo (R$ 860,53), Rio de Janeiro (R$ 814,90), Florianópolis (R$ 807,71), Campo Grande (R$ 773,95) e Brasília (R$ 772,30).

Em Porto Alegre, dos 13 itens pesquisados, oito apresentaram recuo: tomate (-13,15%), batata (-3,65%), feijão (-2,24%), óleo de soja (-2,02%), banana (-1,92%), arroz (-1,48%), manteiga (-1,32%) e pão (-0,07%).

Por outro lado, cinco produtos ficaram mais caros: café (13,99%), farinha de trigo (2,63%), leite (2,35%), açúcar (2,17%) e carne (1,33%).

Nos primeiros dois meses do ano, a cesta acumula queda de -1,78%. No ano, sete produtos ficaram mais baratos: batata (-48,79%), tomate (-15,04%), arroz (-6,54%), banana (-5,37%), feijão (-4,98%), manteiga (-0,97%) e óleo de soja (-0,72%).

Em sentido oposto, seis itens ficaram mais caros: café (29,34%), carne (3,12%), farinha de trigo (2,63%), açúcar (1,95%), pão (1,65%) e leite (0,57%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas queda em sete dos 13 produtos da cesta: batata (-67,45%), tomate (-51,09%), feijão (-19,93%), arroz (-15,25%), açúcar (-9,42%), farinha de trigo (-8,24%) e banana (-0,97%). Outros seis itens acumularam altas: café (78,58%), óleo de soja (24,49%), leite (13,97%), carne (13,89%), pão (8,14%) e manteiga (5,16%).

Tempo de trabalho para compra da cesta

Em fevereiro de 2025, o trabalhador de Porto Alegre, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 111 horas e 34 minutos para adquirir a cesta básica. Em janeiro de 2025, o tempo de trabalho necessário foi de 111 horas e 41 minutos e em fevereiro do ano passado de 124 horas e 09 minutos.

Comprometimento da renda

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, no primeiro mês de 2025, 54,82% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em janeiro de 2025, o percentual foi de 54,88% e em fevereiro de 2024 de 61,01%.

Veja Também

Quanto deveria ser o salário mínimo

Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em fevereiro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.229,32 ou 4,76 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.518,00.

Em janeiro, o valor necessário era de R$ 7.156,15 e correspondeu a 4,71 vezes o piso mínimo. Em fevereiro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.996,36 ou 4,95 vezes o valor vigente na época, que era R$ 1.412,00.

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio