Na avaliação mensal, seis dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos estão mais baratos, com destaque para o tomate (-21,88%), o açúcar (-4,55%), a batata (-2,50%) e a carne (-1,98%). Por outro lado, seis itens tiveram alta, principalmente o feijão (9,72%), o pão (5,35%) e a banana (3,10%). O arroz foi o único produto a não sofrer alteração de preço em fevereiro.
Para estimar o valor do salário mínimo necessário, o Dieese leva em consideração o maior custo para o conjunto de itens básicos - que em fevereiro ocorreu em São Paulo - e o preceito constitucional que estabelece que o menor salário pago deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Para atender a essas necessidades, em fevereiro, o salário mínimo deveria ser de R$ 2.323,21, ou seja, 3,74 vezes o valor atual, de R$ 622. Em relação a janeiro, houve pequena queda, pois o mínimo era estimado, então, em R$ 2.398,82, que corresponde a 3,86 vezes o menor valor pago no País. Em fevereiro de 2011, quando o menor salário do país era R$ 540 o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.194,18, ou 4,06 vezes o mínimo em vigor.