Na avaliação mensal, sete dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos estão mais caros, com destaque para tomate (19,47%), feijão (5,31%), banana (4,64%) e pão (3,69%). A farinha foi o único item que não sofreu alteração de preço no mês (0,00%). Por outro lado, cinco itens tiveram redução, principalmente batata (-5,13%), carne (-2,07%) e manteiga (-2,06%).
Nos primeiros cinco meses do ano, a cesta está 1,60% mais barata. Seis produtos caíram de preço. Os principais recuos foram verificados no tomate (-20,59%), na batata (-11,90%) e no açúcar (-10,22%). Em doze meses, a cesta acumula alta de 2,55%. Nesse período, sete itens estão mais caros, com destaque para banana (40,78%), café (20,66%) e feijão (19,93%).
O valor da cesta básica representou 47,61% do salário mínimo líquido, contra 46,85% em abril e 52,99% em maio de 2011. O trabalhador com rendimento equivalente a um salário mínimo necessitou em maio cumprir uma jornada de 96h e 22min para adquirir os bens alimentícios básicos. Esta jornada é maior do que foi necessário em abril (94h e 50min) e menor do que em maio de 2011 (107h e 15min).
A variação da cesta básica no período do Real ficou em 308,76% enquanto que o salário mínimo no mesmo período variou 860,02%.
Preço da cesta sobe em 15 capitais
A exemplo do que ocorreu em abril, 15 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica registraram alta no valor do conjunto de produtos alimentícios essenciais. As maiores elevações foram apuradas para Recife (7,12%), Fortaleza (6,91%), Salvador (4,74%), Goiânia (4,69%) e João Pessoa (4,14%). As duas localidades onde houve retração nos preços foram Florianópolis (-1,01%) e Brasília (-0,90%).
Mais uma vez, São Paulo – onde os produtos básicos custaram em média R$ 283,69 - foi a cidade com a cesta mais cara. Em segundo lugar aparece Manaus, localidade em que os gêneros essenciais custaram R$ 272,86, valor semelhante ao apurado para Porto Alegre e Vitória (R$ 271,16). Os menores custos foram encontrados em Aracaju (R$ 199,26), João Pessoa (R$ 225,94) e Salvador (R$ 228,25).
Para estimar o valor do salário mínimo necessário, o Dieese leva em consideração o maior custo para o conjunto de itens básicos – que, em maio, novamente foi verificado em São Paulo - e o preceito constitucional que estabelece que o menor salário pago deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
No último mês, para atender a essas necessidades, o salário mínimo deveria valer R$ 2.383,28, ou seja, 3,83 vezes o mínimo em vigor, de R$ 622. Em abril, o menor valor pago deveria corresponder a R$ 2.329,35 (3,74 vezes o menor salário) e em maio de 2011, o valor do mínimo necessário era menor (R$ 2.293,31), e equivalia a 4,21 vezes o piso em vigor, de R$ 545.