Economia

Cesta básica de Porto Alegre registra alta de 0,81%

Capital gaúcha permanece com o conjunto de gêneros alimentícios mais caro do País

A Cesta Básica de Porto Alegre registrou alta de 0,81%, em fevereiro, passando de R$ 236,55 em janeiro de 2010 para os atuais R$ 238,46. Os dados foram divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) nesta segunda-feira. A taxa verificada em igual mês de 2009 foi de -0,08%. Nos últimos 12 meses, a cesta registra uma queda de 3,48%

Dos treze produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais previstos para Porto Alegre sete estão mais baratos nos últimos 12 meses: o feijão (-39,43%), a farinha (-14,35%), a banana (-13,43%), a carne (-6,17%), o óleo (-4,79%) e o pão (-3,58%) e o café (-0,65%). Por outro lado, seis itens estão mais caros: o açúcar (70,90%), o leite (21,88%), a manteiga (16,09%), a batata (10,11%), o tomate (7,14%) e o arroz (2,01%).


Capital gaúcha permanece com a cesta básica mais cara do Brasil

No País, dezesseis capitais brasileiras registraram, em fevereiro, alta no preço dos gêneros alimentícios essenciais, de acordo com dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Apenas em Goiânia houve queda, de 4,55%. Os aumentos mais significativos ocorreram em Recife (6,84%), Salvador (6,71%), Belo Horizonte (5,26%) e João Pessoa (4,25%). Pequenas variações ocorreram em Belém (0,15%), Aracaju (0,26%), Fortaleza (0,59%) e Porto Alegre (0,81%).
 
Apesar do pequeno aumento registrado em fevereiro, a cesta básica mais cara foi encontrada em Porto Alegre (R$ 238,46). O segundo maior valor ocorreu em São Paulo (R$ 229,64), sendo seguido por Vitória (R$ 224,74), Manaus (R$ 223,90) e Rio de Janeiro (R$ 221,80). Os menores custos foram apurados em Aracaju (R$ 169,57), Fortaleza (R$ 176,89) e João Pessoa (R$ 179,28).

Com base no valor da cesta observado na Capital gaúcha, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Para fevereiro, o menor salário deveria corresponder a R$ 2.003,30, o que corresponde a 3,92 vezes o piso vigente (R$ 510,00), um pouco mais do que o registrado para janeiro, que ficava em R$ 1. 987,26, ou 3,90 vezes o mínimo. Em fevereiro de 2008, o mínimo necessário era de R$ 2.075,55, o que representava 4,46 vezes o piso de então (R$ 465,00).

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