A cesta básica de Porto Alegre registrou queda de 0,66% em janeiro de 2020 na comparação com dezembro do ano passado, conforme cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado na manhã desta quinta-feira. Com isso, passa a custar R$ 502,98, a terceira mais cara do País, atrás de São Paulo (R$ 517,71) e Rio de Janeiro (R$ 507,13).
Na passagem de dezembro para janeiro, dos 13 produtos que compõem o conjunto de gêneros alimentícios essenciais, oito ficaram mais caros. São eles: a banana (5,93%), o óleo de soja (5,72%), o arroz (4,61%), a farinha de trigo (3,25%), o açúcar (2,92%), o feijão (2,78%), o café (1,69%) e a manteiga (1,21%). O leite e o pão não registraram variação de preço. Por outro lado, três itens registraram queda: o principal deles foi o tomate, com diminuição de 10,49%. Já a batata registrou deflação de 6,82% e a carne 0,83%.
Em janeiro de 2020, o valor da cesta básica representou 52,62% do salário mínimo líquido, contra 55,14 % em dezembro de 2019 e 48,10% em janeiro de 2019. O trabalhador com rendimento de um salário mínimo necessitou, em janeiro, cumprir uma jornada de 106 horas e 30min para adquirir os bens alimentícios básicos.
De acordo com o Dieese, salário mínimo necessário deveria equivaler a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998. A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 595,03%, enquanto a inflação medida pelo INPC/IBGE acumulou 523,72%. Essa jornada foi inferior a registrada em dezembro de 2019 (111h 37min) e superior a verificada em janeiro de 2019 (97h 22 min).
A variação da cesta básica no período do Plano Real ficou em 654,66%, enquanto a inflação medida pelo INPC/IBGE acumulou 536,95% e o Salário Mínimo registrou alta de
1.503,64% (variação nominal).