Após quatro meses de alta, em janeiro de 2025, o preço da cesta básica da cidade de Porto Alegre registrou queda de 1,67% em relação a dezembro de 2024, passando a custar R$ 770,63. O conjunto de itens básicos na Capital é o quarto mais caro do Brasil, ficando atrás de São Paulo (851,82) Florianópolis (R$ 808,75) e Rio de Janeiro (R$ 802,88).
Os dados foram divulgados hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Dos 13 itens pesquisados, sete apresentaram queda: batata (-46,85%), arroz (-5,14%), banana (-3,52%), feijão (-2,80%), tomate (-2,17%), leite (-1,75%) e açúcar (-0,22%).
Por outro lado, cinco produtos ficaram mais caros: café (13,47%), carne (1,77%), pão (1,72%), óleo de soja (1,33%) e manteiga (0,35%). A farinha de trigo ficou estável (0,00%).
Acumulado dos últimos 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas queda em seis dos 13 produtos da cesta: batata (-65,11%), tomate (-49,34%), feijão (-14,60%), farinha de trigo (-9,79%), arroz (-8,28%) e açúcar (-7,98%).
Outros sete itens acumularam altas: café (61,77%), óleo de soja (26,73%), leite (15,38%), carne (13,39%), pão (9,09%), banana (7,19%) e manteiga (6,97%).
Tempo de trabalho e comprometimento da renda
Em janeiro de 2025, o trabalhador de Porto Alegre, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 111 horas e 41 minutos para adquirir a cesta básica.
Em dezembro de 2024, quando o salário mínimo era de R$ 1.412,00, o tempo de trabalho necessário ficou em 122 horas e 07 minutos. Em janeiro do ano passado, o tempo era de 123 horas e 16 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, no primeiro mês de 2025, 54,88% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em 2024, os percentuais foram de 60,00%, em dezembro, e de 60,57%, em janeiro.
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Salário mínimo ideal
Com base na cesta mais cara, que, em janeiro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação,
moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.
Em janeiro de 2025, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.156,15, ou 4,71 vezes o mínimo reajustado para R$ 1.518,00.
Em dezembro de 2024, quando o salário mínimo era de R$ 1.412,00, o valor necessário era de R$ 7.067,68 e correspondeu a 5,01 vezes o piso mínimo; e, em janeiro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.723,41 ou 4,76 vezes o valor vigente.