O preço da cesta básica em Porto Alegre registrou alta de 5,38% no mês de abril, o maior reajuste entre as 17 capitais pesquisadas, passando a custar R$ 834,22. É a quarto maior valor entre as capitais, atrás de São Paulo (R$ 909,25), seguida por Florianópolis (R$ 858,20) e Rio de Janeiro (R$ 849,70). A pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira pelo Dieese.
Dos 13 itens pesquisados, nove apresentaram aumento, com destaque para o tomate (51,99%), batata (35,01%) e café (10,93%). Seguem na lista de aumentos o leite (3,59%), açúcar (1,93%),
manteiga (0,79%), carne (0,51%), farinha de trigo (0,48%) e o pão (0,27%). Por outro lado,
quatro produtos ficaram mais baratos: feijão (-5,44%), arroz (-5,01%), banana (-3,64%) e óleo de soja (-1,64%).
De janeiro a abril, a cesta acumula alta de 6,44%. No ano, sete produtos ficaram mais caros: tomate (93,30%), café (55,75%), leite (5,19%), carne (2,68%), farinha de trigo (2,63%), açúcar (2,81%) e pão (2,48%). Em sentido oposto, seis itens ficaram mais baratos: batata (-22,13%), feijão (-13,82%), arroz (-11,37%), banana (-9,16%), óleo de soja (-1,84%) e manteiga (-0,23%).
No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta registra variação de 7,55%. Foram registrados aumentos em sete dos 13 produtos da cesta: café (117,22%), óleo de soja (33,15%), carne (15,23%), leite (14,99%), pão (10,15%), manteiga (6,70%) e tomate (5,75%). Outros cinco itens acumularam quedas: batata (-33,79%), feijão (-21,26%), banana (-8,05%), arroz (-7,03%) e açúcar (-0,21%). A farinha de trigo foi o único item que ficou estável (0,00%).
Cesta básica x Salário Mínimo
Em abril de 2025, o trabalhador de Porto Alegre, remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.518,00, precisou trabalhar 120 horas e 54 minutos para adquirir a cesta básica. Em março de 2025, o tempo de trabalho necessário foi de 114 horas e 44 minutos e em abril do ano passado de 120 horas e 51 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer em abril de 2025, 59,41% da remuneração para adquirir os produtos da cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em março de 2025, o percentual foi de 56,38% e em abril de 2024 de 59,39%.