Apesar da queda de preço ocorrida em São Paulo, a cidade é a que possui a cesta mais cara, de R$ 261,25, seguida por Manaus (R$ 255,80), Brasília (R$ 255,65) e Porto Alegre (R$ 254,70). As cestas mais baratas estão em Aracaju (R$ 182,76), João Pessoa (R$ 200,21) e Recife (R$ 204,85).
O Dieese calculou também que, para comprar os alimentos essenciais, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em janeiro, na média das 17 capitais, 95 horas e três minutos de trabalho. Por causa do reajuste de 5,88% aplicado ao salário mínimo, para R$ 540, esse total é mais de três horas inferior ao de dezembro, que havia sido de 98 horas e 11 minutos, quando o mínimo era de R$ 510. Em janeiro do ano passado, no entanto, era necessário um tempo menor, de 86 horas e 48 minutos.
Já o valor do salário mínimo que seria necessário para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, de acordo com o Dieese, ficou em R$ 2.194,76 em janeiro, 4,06 vezes superior ao mínimo atualmente em vigor. Em dezembro de 2010, esse montante era de R$ 2.227,53 e em janeiro do ano passado, de R$ 1.987,26.
Em janeiro, estiveram entre os destaques de alta o tomate, o óleo de soja e o açúcar; do lado das quedas aparecem, entre outros itens, feijão, arroz e carne. Em São Paulo, o preço da cesta básica foi puxado para baixo por feijão carioquinha (-22,78%), carne bovina de primeira (-4,11%) e arroz agulhinha (-0,50%).