Economia

China exibe força militar com grande desfile em Pequim na presença de Putin e Kim Jong Un

Desfile marcou o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial

China realizou um grande desfile militar em Pequim
China realizou um grande desfile militar em Pequim Foto : Pedro Pardo / AFP

A China realizou nesta quarta-feira (3) um grande desfile militar em Pequim, exibindo seu poderio bélico sob a liderança do presidente Xi Jinping, que foi ladeado pelo presidente russo, Vladimir Putin, e, pela primeira vez em um evento como este, pelo líder norte-coreano, Kim Jong Un. O desfile, que marcou o 80º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, foi uma demonstração de força e unidade entre os países, com a China buscando reforçar sua posição no cenário global.

Xi Jinping abriu o evento na Praça Tiananmen com a afirmação de que a China é "imparável", mas evitou referências diretas a tensões com os Estados Unidos. O presidente chinês apertou a mão de seus convidados e os três líderes caminharam juntos em direção à praça, um gesto diplomático carregado de simbolismo.

Arsenal de ponta e reação de Trump

Durante os 90 minutos de desfile, a China apresentou uma vasta gama de armamentos de última geração. Pela primeira vez, foram exibidos os mísseis nucleares intercontinentais DongFeng-5C, com "alcance global", além de drones submarinos, tanques e sistemas de armas a laser. Drones de reconhecimento e ataque, e helicópteros não tripulados também fizeram parte da exibição.

O evento provocou uma reação imediata do ex-presidente americano Donald Trump, que acusou os líderes de China, Rússia e Coreia do Norte de conspirarem contra os Estados Unidos em sua plataforma Truth Social. O Kremlin, por sua vez, respondeu que esperava que a declaração de Trump fosse "irônica".

Alianças e tensão geopolítica

O desfile militar é o ponto alto de uma semana de intensas atividades diplomáticas, que incluiu a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX). Em uma reunião bilateral após o evento, o presidente Putin agradeceu a Kim Jong Un por seu apoio na guerra contra a Ucrânia, mencionando o envio de tropas e o "apoio heróico" dos soldados norte-coreanos. Informações de inteligência da Coreia do Sul sugerem que quase 2.000 soldados norte-coreanos podem ter morrido no conflito.

O líder norte-coreano viajou a Pequim com sua filha, Kim Ju Ae, que fez sua estreia em eventos internacionais. A presença de Kim Jong Un ao lado de Xi e Putin em um mesmo palco inédito demonstra o fortalecimento da aliança entre os três países.

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