Economia

CNI organiza missão empresarial aos EUA para discutir tarifas contra o mercado brasileiro

Objetivo é sensibilizar tanto empresas brasileiras quanto norte-americanas sobre os prejuízos que a medida pode causar.

Segundo Ricardo Alban, objetivo é facilitar entendimentos entre os dois governos e contribuir para que negociações sejam abertas antes da adoção das tarifas
Segundo Ricardo Alban, objetivo é facilitar entendimentos entre os dois governos e contribuir para que negociações sejam abertas antes da adoção das tarifas Foto : CNI / Divulgação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos nas próximas semanas para tratar da ameaça de aplicação de tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, deve entrar em vigor em 1º de agosto.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a mobilização busca sensibilizar tanto empresas brasileiras quanto norte-americanas sobre os prejuízos que a medida pode causar. O objetivo, segundo ele, é facilitar entendimentos entre os dois governos e contribuir para que negociações sejam abertas antes da adoção das tarifas.

'Estamos a uma semana da possível entrada das novas tarifas de 50%, a qual eu acredito e espero que não aconteça, ou que seja suspensa. Ou que tenhamos um sucesso do que nós tanto solicitamos, que é a prorrogação mínima de 90 dias', disse Alban em vídeo divulgado pela CNI.

Segundo ele, caso as tarifas sejam mantidas, a missão deve ser organizada 'nas próximas duas ou três semanas'. 'Não é envolvimento em qualquer negociação direta, porque isso cabe aos governos, mas que nós possamos ser um facilitador, um indutor dessa convergência de negociações', explicou.

Alban reforçou que a atuação da CNI terá caráter técnico e empresarial, sem envolvimento político ou geopolítico. 'O que queremos é que essa relação tão importante e tão longeva entre o Brasil e os Estados Unidos seja preservada', afirmou.

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