Denominada Projeto Codesul de Energias Renováveis, a iniciativa envolve investimento de R$ 40 milhões a R$ 50 milhões. A meta é captar os recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério de Ciência e Tecnologia.
“São projetos de inovação, ou seja, de transferência de tecnologia que tragam resultados econômicos e sociais para os quatro estados”, definiu o secretário de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico gaúcho, Cleber Prodanov. Cada estado deverá produzir um projeto próprio, que juntos deverão ter uma ligação em comum.
No RS, Prodanov cita como exemplo o cultivo de microalgas em Rio Grande. “É um projeto que, se for desenvolvido e pudermos aplicá-lo, pode tornar os portos sustentáveis do ponto de vista da geração de energia através de microplâncton”, observou. De acordo com o secretário, a ideia é fazer com que os quatro governadores aprovem o projeto em setembro, durante a próxima edição da Expointer, em Esteio. A partir de então, inicia a busca por recursos.
Internet banda larga também na pauta
Além de energia, a Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia do Codesul discute interesses em comum nas áreas de internet banda larga e água. A formação do conselho entre os três estados do Sul completou 50 anos neste mês. O Mato Grosso do Sul foi incorporado em 1992. Segundo a secretária assistente do Codesul no RS, Eliana Cunha, a meta tem sido apresentar ações concretas na busca pela integração. “Muda uma administração, mudam os agentes políticos, mas as ações se perpetuam”, resumiu.
Participaram da reunião no Caff o superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Felipe Augusto Dias, o coordenador do Designlab da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Milton Luiz Horn Vieira, o diretor presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs), Rodrigo Costa Mattos, e a secretária-adjunta de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico do RS, Ghissia Hauser.