Na proporção entre receitas e investimentos em segurança dos Estados, o Rio Grande do Sul é o 18º, com 7,5%. O Estado que compromete mais receita com o setor é Minas Gerais, com 13,5% das finanças. O menor índice de investimento é no Distrito Federal, onde o governo distrital compromete apenas 1,2% das receitas com a área.
Foi o que mostrou o 5º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, formulado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública - produzido pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Ministério da Justiça. Considerado a principal fonte de informação sobre o setor no Brasil, o documento foi apresentado hoje em Brasília, durante a 2ª Conferência do Desenvolvimento (Code), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Os gastos com segurança pública, incluindo as despesas dos municípios, representaram em 2010 1,36% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, ou 9,27% da arrecadação de impostos. A proporção, por exemplo, é superior à da França, que despende 1,30% do PIB com o setor.
“O Brasil já gasta muito com a área e, se não pensarmos na qualidade desse investimento, continuaremos destinando muito dinheiro para resultados ainda não satisfatórios. É preciso discutir a eficiência do gasto público”, pondera Renato Sérgio de Lima, secretário executivo do FBSP.
Em 2010, a União acrescentou 33,5% aos investimentos em segurança pública, atingindo R$ 9,7 bilhões e, assim, superando as despesas do Estado de São Paulo no setor – historicamente o governo paulista realizava gastos acima do governo federal nesta área –, que foram de R$ 7 bilhões, em 2010, ante gastos de R$ 9 bilhões, em 2009, uma queda de 22% no período.