Economia

Com palestra do governador Eduardo Leite, CDL projeta os rumos da economia em 2025

Evento “Cenários” também reuniu economistas da CDL POA e da Farsul

Governador Eduardo Leite foi o palestrante principal de evento do CDL POA
Governador Eduardo Leite foi o palestrante principal de evento do CDL POA Foto : Ricardo Giusti

O governador do Estado, Eduardo Leite, foi o palestrante principal do evento Cenários 2025, realizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA) na manhã de terça-feira para traçar os caminhos para planejar o próximo ano.

Com objetivo de compartilhar informações relevantes sobre os rumos da economia e contribuir para apontar caminhos e apoiar os empresários a planejar seus negócios, o evento também reuniu o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, e o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank. Os dois trouxeram perspectivas econômicas do próximo ano.

Segundo Leite, o Estado deve olhar para 2025 com muito otimismo e confiança, mesmo depois do grande desastre enfrentado em 2024 com as enchentes. “A gente já vem colhendo de avanços na recuperação e na superação da calamidade. E 2024 não pode nos dar outro sentimento para 2025 que não seja de otimismo. Teremos muito investimento no processo de reconstrução, na resiliência do Estado, avançando os projetos que a gente já definiu como prioridade. Isto terá um reflexo econômico”, destacou.

Para o governador, a burocracia será um dos desafios que terão de ser superados para execução das obras necessárias. “No governo a gente sempre tem dois desafios, que são dois pilares que eu elenco. O primeiro é ter recursos e, depois, conseguir gastar este recurso, pois com o dinheiro público a gente não pode sair na esquina, contratar e fazer o que a gente quer. Temos que fazer projetos, respeitar os órgãos de controle, o Ministério Público e, por mais que a legislação tenha conseguido avançar, temos que continuar prestando contas”, afirma.

Por fim, ele ressaltou que o Estado não está isolado do resto do mundo e, por isso, também depende do cenário que será enfrentado em todo o mundo. “Nós não somos uma ilha, somos um estado brasileiro inserido em um contexto econômico nacional e subordinado às condições da geopolítica mundial. Isto envolve todos os conflitos no mundo, todas as condições globais e nós também sofremos as consequências das decisões certas ou equivocadas que acontecem nacionalmente. Infelizmente a gente está vendo algumas decisões equivocadas acontecendo no âmbito nacional, que comprometem um cenário macroeconômico”, conclui Leite.

Empreendedoras Braskem forma sua quarta turma no RS

O programa é voltado para mulheres que desejam criar ou profissionalizar um pequeno negócio