Encerrada nesta sexta-feira, a TranspoSul 2025, que está em sua 24º edição e é organizada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no RS (Setcergs) no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre, teve em destaque na manhã do último dia o Fórum sobre Segurança e Riscos. O evento reuniu representantes das forças de segurança, como Polícia Civil, Brigada Militar e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além de companhias de seguros. Na pauta, as ações no intuito de coibir o roubo e furto de cargas e caminhões, que, além de ser um problema de segurança pública, também se apresenta como um desafio para os gestores das empresas de transporte.
“Quando a gente olha os números atuais de roubo a cargas e a veículos de um modo geral, tem ocorrido já há alguns anos uma diminuição bastante significativa no RS, que decorre de um trabalho de várias forças de segurança. O Setcergs é um parceiro da Polícia Civil há muitos anos, compartilhando informações e por vezes nos auxiliando”, salientou o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, delegado João Paulo de Abreu.
Ainda segundo ele, ao passo de que os criminosos, muitas vezes, se aproveitam da posição geográfica do Rio Grande do Sul, com fronteiras interestaduais e internacionais, para transporte de cargas ilícitas, há que se considerar também a própria tecnologia embarcada dos caminhões, que são visadas por estes indivíduos por seu alto valor agregado.
“Esta parceria sempre vai ao encontro para trazer mais segurança para o operador logístico, para o transportador, para o empresário, aos colaboradores destas empresas e para nós mesmos. Assim, conseguimos fazer um trabalho qualificado e entregá-lo aos nossos destinatários, o Poder Judiciário e o Ministério Público, a fim de que estas pessoas sejam responsabilizadas”. O assessor de segurança do Setcergs, Ivanildo Santos, disse que ainda há espaço para melhorias nos índices, principalmente no furto de equipamentos e desmanches de veículos, que perdem seu valor original ou são clonados para fins ilícitos. Os custos da falta de segurança são elevados, segundo ele.
“O transportador, hoje, gasta de 12% a 18% do seu faturamento com a segurança do seu patrimônio. Mas muitas vezes ele não tem como repassar este custo para o cliente, então acaba ficando com esta conta. Outras vezes, acaba repassando isto, então encarece o item para o consumidor. Costumo dizer que o crime do roubo de cargas e veículos é feito pelo crime organizado, e este combate passa pela integração, chamando também para o setor privado esta responsabilidade”, comentou ele. “Se o ente privado não se integrar a isto, fazendo o problema chegar às forças de segurança, eles não vão conseguir trabalhar em cima dele”, pontuou Santos.