Economia

Competitividade e desenvolvimento econômico: Sindienergia-RS lança iniciativa RS+5 para ampliar investimentos em renováveis

Alcance da meta demanda investimentos de até R$ 35 bilhões, além de 60 mil a 90 mil empregos diretos durante a implantação dos projetos

Daniela Cardeal e Rafael Salamoni, presidente e vice-presidente do Sindienergia-RS, respectivamente, apresentam o RS+5, documento que reúne propostas e diretrizes do setor de energias renováveis voltadas ao desenvolvimento energético e sustentável do RS
Daniela Cardeal e Rafael Salamoni, presidente e vice-presidente do Sindienergia-RS, respectivamente, apresentam o RS+5, documento que reúne propostas e diretrizes do setor de energias renováveis voltadas ao desenvolvimento energético e sustentável do RS Foto : Camila Cunha

O Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS) lançou, na manhã desta quarta-feira, o RS+5, iniciativa voltada a ampliar a capacidade de geração de energia renovável em 5 gigawatts (5 GW) à matriz estadual até 2030, buscando, entre outras iniciativas, mobilizar o engajamento dos candidatos ao governo do Estado e Legislativo nas eleições de outubro deste ano.

A proposta foi detalhada em coletiva de imprensa no auditório da entidade, em Porto Alegre. Segundo o sindicato, o alcance da meta demanda investimentos de até R$ 35 bilhões, além de 60 mil a 90 mil empregos diretos durante a implantação dos projetos, e cerca de 10 mil permanentes. Para alcançá-la, a entidade montou o RS+5 em três eixos: desenvolvimento econômico, autossuficiência energética e atração industrial, fomentando a mão de obra qualificada, reduzindo a dependência energética e acelerando a implantação de tecnologias limpas, como o biometano e o hidrogênio verde.

“O RS+5 é uma proposta de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul e ao mesmo tempo uma contribuição do Sul para o crescimento do Brasil. O que apresentamos hoje nasce no setor de energia, mas vai muito além disto. O que estamos propondo não é um projeto de setor, é uma escolha de desenvolvimento. Estamos com uma janela história diante de nós”, disse a presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal.

Hoje, o Rio Grande do Sul possui cerca de 12,5 GW de capacidade instalada, porém importa de 30% a 40% da energia que consome, segundo dados do sindicato. Ainda conforme Daniela, os candidatos ao governo se comprometeram de forma unânime com o projeto. “Energia segura permite produzir mais alimentos, ampliar a irrigação, manter hospitais, descarbonizar a logística, atrair novos investimentos e criar empregos qualificados”, salientou ela.

Embora considerada ousada, Daniela e o vice-presidente do Sindienergia-RS, Rafael Salamoni, que também participou da coletiva, disseram considerar a meta viável, considerando haver, atualmente, 16 GW de projetos de geração em licenciamento e aproximadamente 8 GW de margem disponível para conexão ao sistema elétrico.

Dentro dos eixos estruturantes do RS+5, o Sindienergia-RS propõe estruturar um cluster gaúcho de descarbonização, conectando energia, indústria e logística, criação de convênios para formação profissional de nível técnico em escolas estaduais de tempo integral e a ampliação do programa RS Talentos. Outra proposta é o desenvolvimento de um selo verde para data centers. A iniciativa ainda sugere um Plano de Transição Energética para a logística regional e a adoção gradativa de frotas de baixo carbono pelo próprio governo do Estado.

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