Quase metade dos entrevistados (47%) respondeu considerar boa sua situação financeira, a mesma porcentagem apurada em setembro do ano passado e uma pequena queda em comparação aos 49% de agosto de 2011. Aqueles que veem suas finanças em situação ruim subiram de 28% para 29%, acima do índice de setembro de 2010 (26%). E 42% dos entrevistados acreditam que a economia da sua região ficará mais forte nos próximos seis meses, ante 39% em agosto. Já o porcentual de brasileiros que preveem o contrário subiu de 13% para 14%.
Para a ACSP, os dados mostram que o brasileiro vê um aperto na situação financeira, mas ainda mostra otimismo quanto ao futuro. "Os dados da pesquisa sugerem que o consumidor está mais responsável pelo orçamento, tentando guardar dinheiro e acreditando que a partir de 2012, com a alta do salário mínimo, a situação financeira vai melhorar e permitir um retorno às compras", disse o presidente da entidade, Rogério Amato, por meio de nota.
O otimismo para compras de eletrodomésticos se manteve em setembro, com 43% dos entrevistados se sentindo à vontade para adquirir uma geladeira ou um fogão, por exemplo. Aqueles que se veem com pouca disposição somaram 29%. Além disso, a pesquisa mostra que 40% se sentem seguros no emprego, ante 38% em agosto. "Esses números mostram que o consumidor mantém a confiança no emprego, mesmo com as notícias da crise internacional", afirmou comunicado da ACSP.
Na divisão por classes, a mais otimista é a C, que manteve os 155 pontos em setembro. Já as classes A/B e D/E aumentaram a confiança, que passou, respectivamente, de 143 para 154 pontos e de 133 para 135 pontos.