Economia

Confiança do setor industrial gaúcho é a menor desde abril de 2009

Indicador medido pela Fiergs caiu para 51,8 pontos, em uma escala de 0 a 100

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS) caiu 2,7 pontos em julho, no comparativo com o mês anterior, e somou 51,8 pontos em uma escala de 0 a 100. É o valor mais baixo desde abril de 2009, quando o país sofria os efeitos da crise financeira internacional. A queda, segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), que mede o índice mensalmente, decorre  da piora na situação econômica em geral. As expectativas para os próximos seis meses também foram reavaliadas para baixo, ainda que permaneçam em território positivo.

“A preocupação com os rumos da economia brasileira e a incapacidade de reagir ao cenário desfavorável vêm minando a confiança do empresário gaúcho, a despeito dos estímulos concedidos pelo governo. Pressionada por custos crescentes e diante da desaceleração da demanda doméstica e da crise mundial, a situação da indústria do Estado segue muito ruim”, afirmou o presidente da Fiergs, Heitor Müller, ao divulgar o ICEI-RS, nesta quarta-feira. "Investir e gerar emprego requer confiança", destacou.

O cenário da economia brasileira e gaúcha, além da própria empresa, piorou na passagem de junho para julho. O componente de condições atuais retraiu 3,9 pontos, fechando com 42, 7 pontos de um total de 100. Conforme 52,1% dos entrevistados, houve um agravamento no panorama econômico do País e do Estado. A parcela de empresários com uma percepção negativa da economia gaúcha atingiu 44,5% e a positiva, 5,6%. O restante afirmou que as dificuldades enfrentadas permanecem inalteradas.

O levantamento mostrou também que as perspectivas para os próximos seis meses desaceleraram (-2,1 pontos), indicando que o otimismo com o futuro segue baixo. Os industriais apontaram para uma melhora gradual e lenta nos negócios e na conjuntura econômica até o fim do ano (58,4 pontos).

Quanto mais os valores do ICEI-RS estiverem acima 50 significa maior confiança e quanto mais abaixo, pessimismo. A mostra ouviu 163 empresários, sendo 65 de indústrias consideradas grandes, 60 médias e 38 pequenas.


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