Nos últimos dias antes do Natal, o consumidor porto-alegrense ainda procura os supermercados para comprar o peru, o tender, o chester e as espumantes para mais uma ceia. Mesmo com a crise financeira, é isso o que se observa em um estabelecimento do Centro, confirmando boa parte do que foi previsto por um estudo desenvolvido no mês de outubro pelo Instituto Segmento Pesquisas a pedido da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).
De acordo com o gerente do supermercado visitado pela reportagem do Correio do Povo, Hermes Conte, em 2016, a procura pelas aves natalinas e demais produtos para a ceia tem sido bastante proveitosa. Com uma boa estipulação de preços, ele entende que o estabelecimento soube se colocar no mercado e, assim, ser menos afetado pela crise econômica que se abate sobre grande parte da população gaúcha.
O estudo prévio da Agas havia projetado um crescimento real de 0,49% nas vendas de Natal e Ano Novo com relação a 2015. Em contraponto, mesmo considerando as vendas positivas, o gerente do supermercado na região central disse que, no ano passado, a procura foi, pelo menos, mais apressada. Segundo ele, à época o estoque já estava praticamente esgotado uma semana antes do Natal. O atraso do 13º salário do funcionalismo estadual, segundo ele, foi o principal para que isto não ocorresse em 2016.
Os dados levantados pelo Instituto Segmento são referentes à pesquisa feita com 20 supermercadistas e 200 consumidores de diferentes classes sociais e faixas etárias em todo o Estado. Além de indicar um leve crescimento, a projeção demonstrou uma elevação média de preços dos produtos típicos em 8,2% de um ano para outro, em um índice abaixo da inflação do período.
Segundo o que foi divulgado pela Agas, 80% dos supermercados consultados fariam alguma promoção de produtos típicos das festas de final de ano. No estabelecimento ouvido pela reportagem, o gerente confirmou: às vésperas do Natal, haveria uma baixa nos preços para garantir as últimas compras.
Ainda segundo o estudo divulgado, 88,3% dos consumidores preferem adquirir os produtos para as festas em supermercados e, em média, o gaúcho gastaria R$ 521 em alimentos. No total deste valor, 89,4% ficariam nos caixas dos estabelecimentos. Ao todo, cerca de R$ 2,5 bilhões seriam absorvidos pelo setor, considerando que aproximadamente R$ 12,7 bilhões deveriam ser aplicados na economia gaúcha pelo 13º salário pago de forma integral.
O que não pode faltar no Natal:
Peru / Chester / Pernil - 58,2%;
Panetone 7,3%;
Espumante 6,7%;
Churrasco 1%;
Presentes 6,1%;
Outros 15,6%.
*Dados: Instituto Segmento Pesquisas a pedido da Agas
Consumidores seguem procurando produtos de Natal nos supermercados
Pesquisa aponta leve crescimento de vendas e de 8,2% nos preços em relação a 2015