A economista do Departamento de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, disse que, apesar da redução do ritmo de crescimento, o consumo das famílias continua se expandindo a taxas de “mais ou menos 2,5%”. “E isto acontece porque nós continuamos tendo crescimento do emprego e da renda, embora a taxas menores. Mas a gente já tinha observado, com base nos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC, também do IBGE), que a taxa havia crescido menos no segundo trimestre do ano, em relação ao primeiro - embora a taxa ainda continuasse positiva”, disse.
A sinalização na redução da taxa de crescimento do consumo das famílias, avaliou Rebeca, está relacionada à desaceleração do crédito, “porque também o crédito voltado para as pessoas físicas, para as famílias, teve desaceleração neste trimestre”, avaliou. Na avaliação da economista, vários indicadores apontavam para a manutenção do crescimento do consumo das famílias embora a taxas menores. “E é claro que os juros ajudam a explicar a continuação deste crescimento do consumo das famílias”.