A conta de rendas (remessas de lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou saldo negativo de 9,105 bilhões de dólares. A balança comercial (saldo de exportações menos importações), que também faz parte das transações correntes, registrou déficit de 6,072 bilhões de dólares, nos três meses do ano.
O ingresso líquido (descontadas as saídas) de transferências unilaterais correntes (doações e remessas de dólares que o país faz para o exterior ou recebe de outros países, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou em 430 milhões de dólares. Quando o país tem déficit em conta-corrente, ou seja, gasta além da renda do país, é preciso financiar esse resultado com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior.
O investimento estrangeiro direto (IED), que vai para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo. Mas há outras formas de financiamento, como os empréstimos e os investimentos estrangeiros em ações e em títulos de renda fixa.
Em março, o IED chegou a 4,995 bilhões de dólares e fechou o primeiro trimestre em 14,171 bilhões de dólares, contra 5,739 bilhões de dólares e 13,256 bilhões de dólares, em iguais períodos do ano passado, respectivamente. Os investimentos em carteira (ações e títulos de renda fixa) chegaram a 6,287 bilhões de dólares, em março, e a 12,047 bilhões de dólares, no primeiro trimestre, ante 3,156 bilhões de dólares e 7,510 bilhões de dólares registrados em iguais períodos de 2013.