Em nota divulgada logo depois da reunião, o Copom diz que "dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, (o Copom) decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,75% ao ano, sem viés."
A decisão foi em linha com a expectativa majoritária dos analistas financeiros, expressa no boletim Focus divulgado pelo BC na última segunda-feira.
Houve quem tivesse estimado um ajuste maior, por causa dos bons indicadores liberados hoje cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) sobre a produção industrial de janeiro e a venda de veículos em fevereiro, respectivamente.
De acordo com o IBGE, a produção industrial de janeiro cresceu 2,5%, comparado ao mesmo mês do ano passado, com desempenho melhor do que o previsto. Já a Fenabrave informou que as vendas de automóveis aumentaram 23,06% em fevereiro. Esses resultados acabam se tornando sinalizações para os defensores da tese de que existe espaço para um aperto monetário mais forte.
Em contrapartida, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em seis das sete capitais pesquisadas, na última semana de fevereiro, de 0,61% para 0,49%, na comparação com a semana anterior. Essa constatação é um indicativo de que as pressões inflacionárias começaram a ceder.